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Entrevista Vitor Lobo – completa

Publicado: 19 , março , 2011 , sábado em RZion +

O que Deus fez na minha vida/Vitor Lobo – na íntegra!

Primeiro, gostaria que você nos contasse como conheceu a Cristo.

Eu conheço Cristo desde que era criança. Meus pais me levavam à igreja, e desde pequeno, eu aprendi sobre a Bíblia, sobre Jesus. Sempre vivi de acordo com as leis religiosas e não tive outra vida que não fosse segundo os padrões eclesiásticos. A igreja era como um clube social pra mim, amigos, diversão, música, paixões platônicas proto-púberes, mas sem profundidade, sem intimidade com Jesus. Mesmo com uma vida aparentemente em ordem, ainda existia um vazio existencial que precisava ser preenchido. Mas, só tive um encontro pessoal e íntimo com Ele depois que descobri que estava doente. O medo da morte, a vontade de dar um sentido real pra minha vida me fez mergulhar na Bíblia pra descobrir quem era Jesus de verdade e o que Ele podia fazer por mim. Foi no ano de 2003, quando eu me apaixonei por Jesus. Cada frase que eu lia no novo testamento de histórias que eu já conhecia me fascinavam de uma maneira completamente diferente e mágica. Esse homem era tão incrível pra mim! Suas palavras, seus milagres, seu amor…Eu fui sendo envolvido de tal maneira que foi irresistível,eu estava ali apaixonado por Ele, querendo mudar minha vida e minhas atitudes para agradá-lo, tal era meu amor por Ele.Desde aquele dia, eu vivo por Ele, morro por Ele e continuo aqui de queixo caído pelas provas de amor que Ele me dá. Simplesmente, é impossível não amar alguém que te ama tanto. É como um sonho. A maior história de amor que a humanidade já presenciou. É impossível se aproximar e não amar a Jesus. 

Você já esteve até paraplégico, e depois, voltou a andar. Em meio a essa e   outras situações extremamente sensíveis, qual foi a mais difícil e como você a superou?

O mais difícil foi não poder andar. Junte isso com não ter o seu braço esquerdo e sentir dores insuportáveis a ponto de tomar 80 ampolas de morfina por dia.Eu superei com fé todas essas dificuldades, não com uma fé cega, mas uma fé racional, lógica, que Deus deixou escrito na sua Palavra. Se lá diz que todas as coisas cooperam para o bem… Eu vou duvidar? Se está escrito que nada pode me separar do amor de Cristo, como posso duvidar? E tantas outras promessas dedicadas a nós. Não podemos duvidar, elas vão se cumprir. Deus honra sua Palavra. Algumas vezes, eu fechava os olhos e me desligava de tudo, do mundo, do hospital, da dor, e mergulhava dentro de mim. Eu ia pra um lugar secreto que eu criei, um jardim, e ninguém podia entrar lá. De olhos fechados, era como se eu entrasse em coma profundo. Eu não estava ali, paraplégico, num leito de hospital. Eu fugia de tudo e no meu jardim secreto, só Jesus podia entrar. Lá, eu contava meu dia, chorava, pedia consolo, ajuda, e era consolado com muito carinho pelo meu Senhor. Nesses momentos, ninguém tirava minha paz, eu podia andar, correr outra vez, tocar violão, sorria sem dor, e me sentia renovado pra abrir os olhos e enfrentar o mundo de cabeça erguida e tinha muita fé pra matar os gigantes. Só assim, eu consegui superar a luta de 1 ano sem poder andar.


Em meio a toda essa constante provação, qual é o papel da música, do louvor na sua vida?

A música teve um papel muito importante nesses momentos difíceis. Eu exorcizava meus dragões interiores com composições que eram desabafos cantados. Fiz um tratamento de musicoterapia no hospital que me ajudou muito também. Mas, para mostrar a importância da música, vou contar um fato que ocorreu comigo. Eu já estava há 4 dias sem dormir em minha casa, por causa de dores causadas por um tumor na bacia que estava comprimindo um nervo e causava dores alucinantes. Oramos durante 4 dias, jejuamos, clamamos, lemos a Palavra, e eu ainda continuava gritando de dor. No quarto dia, minha mãe encharcava meu peito de lágrimas, sussurrando pra Deus bem baixinho: “Basta uma palavra Senhor, só uma palavra…”

Eu estava cansado de estar de pé por 4 dias, pois a compressão do tumor não me permitia deitar por mais de 3 minutos, e meu pai quase desesperado de me ver naquela situação, já sem palavras bonitas para orar como todos nós, abriu um hinário antigo e começou a cantar: “Mais perto quero estar…”. Uma paz foi invadindo aquele quarto, minha dor foi passando, eu fui tomado por um sono tranqüilo e dormi. Desde que eu acordei, no outro dia, nunca mais senti aquela dor, e isso já faz 2 anos. Quando não houve mais palavras bonitas para dizer…louve, cante, e Deus vai entender o clamor da sua alma. A música é um presente de Deus na minha vida.

De lá pra cá, muita coisa mudou. Nós temos acompanhado a sua trajetória, e vemos que sua história lembra a de Jó. Vemos que não se trata de punição de Deus, mas de algo muito maior, que é a salvação de vidas através do seu testemunho de perseverança e fidelidade. Como você define o momento pelo qual está passando? O que você espera ver, acontecer?

Eu vejo tudo o que estou passando como graça de Deus, como prova de amor. A maior prova de amor que Deus me deu, ultimamente, foi ter amputado meu braço pela segunda vez. Antes disso, eu carregava uma culpa muito grande, pois as pessoas fizeram eu acreditar que essa doença era castigo de Deus por algum pecado que eu teria cometido, que Deus arrancara meu braço por que eu tocava rock cristão. Eu achava que Deus não me amava, e dentro de mim, eu acreditei que se fosse um crente melhor, Deus me perdoaria e me curaria. Eu queria comprar o amor de Deus com obras. Isso está errado! Muitos crentes, hoje, fazem isso! Acreditam no KARMA que você pecou e Deus vai te fazer pagar esse pecado com algum castigo, mesmo que você peça perdão. Anulam a graça de Deus pelo merecimento de uma cura ou uma bênção através de campanhas, ofertas e obras pra comover o coração de Deus. Isso é heresia, mas já está impregnada em muitas igrejas.

Então no momento em que eu estava melhor com Deus,pregando, cantando, sendo fiel ganhando centenas de almas com minha vida e meu trabalho musical, aparece um novo tumor e nova amputação do mesmo braço. Nesse momento Deus me mostrou que sempre me amou e que isso nunca mudou, nem com a doença, nem com meu pecado,nem com meu bom serviço pra o evangelho.Não podemos fazer nada,absolutamente nada, pra que Deus nos ame mais ou que nos ame menos,seu amor sempre será igual.Eu pequei: Deus me ama! Ganhei 100 almas: Deus me ama igual! Tenho saúde: Deus me ama! Estou na UTI: Deus me ama da mesma maneira! Isso é graça! Então a maior prova de amor que Deus me deu foi ter amputado meu braço pela segunda vez, porque aí entendi o que é graça,eu tirei aquela culpa que eu carreguei durante anos,essa culpa podia me levar pro inferno!por que eu estava fazendo meu trabalho pra Deus por interesse,pra ser curado,para merecer minha bênção. Ninguém merece nada, mas Deus nos dá de graça, por amor. Isso mudou minha vida, hoje eu trabalho o dobro pra Deus, mas não pra merecer a cura que eu tanto quero, mas por que entendo que Deus me dá tanto sem eu merecer que eu faço tudo por Ele pela gratidão desse amor tão lindo que eu recebo e não mereço.

Essa foi a diferença de Jó, ele entendeu isso e foi aprovado por Deus.Deus não castiga ninguém,nem pune a gente pelo que erramos mesmo que tenhamos pedido perdão,hoje vivemos pela graça,não é a lei, ou o cumprimento de liturgias que nos tornam inocentes,limpos e sãos perante Deus,é a graça que faz isso, e nós queridos, não podemos fazer nada pra merecer isso. Eu ainda espero ser curado,eu quero viver muitos anos, quero casar com a Rafaella, ter filhos trabalhar muito pra Deus. Eu ainda tenho mais de 15 tumores pelo meu corpo,alguns ainda continuam crescendo, ainda não tem cura pra mim, mas o que eu posso fazer? Só continuar pedindo a cura, deixar minha marca nesse mundo, através da pregação da palavra de Deus, pelas minhas palavras, minha musica e minha vida, e viver cada dia como se fosse o ultimo e como se fosse o primeiro, sendo o melhor que eu posso em tudo o que eu faça. Termino com um trecho de uma musica minha:

“Quando eu partir não chorem por mim,

Que eu vou estar bem e esse não é o fim.

Quando eu partir, eu vou descobrir,

Por que eu sinto tanta saudade de tudo o que eu ainda não vi.

Somos estrangeiros dentro do nosso país,

Somos reis e rainhas de um reino que não é daqui.”


5 – Que recado você deixa para os jovens que, como você, já tiveram uma vida em que Deus tinha, na verdade, lugar secundário?

Não podemos brincar com o tempo. A vida não é um ensaio, só temos uma chance de sermos os protagonistas de nossa história, de sermos felizes. E Deus nos faz sentir vencedores, felizes e atores principais de uma historia linda que Ele quer construir pra nós.

Deus dá um sentido pra nossa vida. Quem tem Deus em segundo lugar não é feliz, não controla sua vida, pois é marionete na mão do diabo, dos amigos falsos, da sociedade e suas leis canibais de seleção. Só que infelizmente quem anda longe de Deus só percebe que jogou fora sua vida quando é tarde demais e só resta o pior dos sentimentos humanos: o arrependimento!

O que é felicidade pra você? Memórias de um natal maravilhoso em família da sua infância? Andar de mãos dadas numa tarde de domingo, num parque qualquer, com alguém que você ama? Ter dinheiro e muitos bens? Eu te digo, vai chegar um momento na sua vida que tudo isso não vai te livrar do pavor e do medo que todos sentimos da morte! E da pergunta que todos faremos um dia: “minha vida valeu a pena?” e “o que vai acontecer comigo depois que eu morrer?”

Deus em primeiro lugar na sua vida vai responder satisfatoriamente todas essas perguntas. Ele vai te fazer feliz, vai dar um sentido pra tua vida tirando aquele vazio existencial que você sente e que só DEUS pode preencher e aí sim te fazer feliz. E vai te dar a segurança e a certeza que nada pode te separar do amor de Jesus, Ele sempre vai estar com você, Ele nunca vai te abandonar, até mesmo na morte.

Editado por Luciana Almeida

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Deus e a ciência estão do mesmo lado

Publicado: 27 , dezembro , 2010 , segunda-feira em RZion +

Aqui, você confere o texto na íntegra da futura militar do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, a estudante Carolina Paiva, sobre Fé e Ciência, publicado na edição de nº 06  da Revista Zion.

Deus e a ciência estão do mesmo lado

Quando Galileu deu início à ciência moderna, introduzindo o experimento como um fator essencial para validar uma hipótese, só o que se pode ver, cheirar, tocar ou provar passou a ser considerado como verdadeiro. A partir daí, o grupo dos chamados cientificistas (pessoas que consideram os conhecimentos científicos como definitivos) virou moda, o que equivocadamente, afastou muitas pessoas da verdade da Palavra de Deus e da crença no Senhor todo poderoso, que criou tudo aquilo que é objeto de estudo na natureza. Na verdade, Deus e ciência estão do mesmo lado, mas muitos não conseguem perceber isso.

É nesse contexto que surge um grande conflito. Perguntas como: “Em que devo acreditar: no sobrenatural de Deus ou numa teoria que explica detalhadamente um fenômeno?” ou “O universo realmente surgiu de uma explosão ou Deus colocou as galáxias ali, na hora que Ele quis?” borbulham na mente de milhares de pessoas ao redor do mundo. Infelizmente, como a sociedade, de modo geral, supervaloriza os estudos científicos em detrimento dos conhecimentos teológicos, a sensação de poder explicar tudo sem precisar de um fator “mítico”, como a figura de Deus, acaba deixando as pessoas frias e fechadas para o único Caminho, Verdade e Vida.

A verdade é que todo esse conflito é totalmente desnecessário. Se a ciência for interpretada à luz da Palavra de Deus, aceitando-o como o Criador, como o que originou tudo que existe, tudo se encaixará e haverá harmonia entre o que o homem já é capaz de explicar e o que ainda não é comprovado cientificamente. Nas palavras de Adauto Lourenço – brasileiro defensor do criacionismo, bacharel em Ciência da Engenharia e mestre em Física Nuclear pela Clemson University, Carolina do Sul (EUA) – em sua palestra divulgada no DVD Pensamento Cristão, “a Bíblia propriamente interpretada e a ciência coerente se encaixam”.

Se você já estudou, em Matemática, a Teoria dos Conjuntos, considere dois grupos: C (ciência) e D (Deus). Por observação, C está dentro de D, ou seja, faz parte de D. Por análise lógica e imediata, conclui-se que C está contido em D e, portanto, quando se fala em C, necessariamente também se fala em D. Não há como fugir: a ciência é Deus, pertence a Ele e não há como mudar isso.

O grande problema está no rumo que a ciência tomou. Das inúmeras hipóteses que surgiram ao longo dos séculos, muitas são falsas, mas, por terem sido, de alguma forma, “provadas”, são aceitas pela sociedade, e vão de encontro com a verdade de Deus. Muitas até nem foram totalmente comprovadas e um número considerável de indivíduos as aceitam, de tanto serem divulgadas em documentários, filmes, revistas etc., como é o caso da Teoria do Big Bang.  Como um universo tão perfeito e milimetricamente complexo surgiu aleatoriamente do caos de uma explosão?

Podemos citar também a Teoria da Evolução – na qual Charles Darwin introduziu a idéia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural. É possível que nós e os chimpanzés tenhamos tido um ancestral em comum? Até hoje, a ciência tenta encontrar o “Elo Perdido” entre as duas espécies. Com certeza, uma busca em vão atrás de algo que nunca existiu. Portanto, na ciência também é necessário separar o joio do trigo, questionando sempre a veracidade de cada teoria, como Paulo diz a Timóteo em Tm 1, 6-20: “E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam”.

No fim, a ciência não é tão essencial quanto Deus e a Sua misericórdia para conosco. Se tudo o que foi dito aqui não foi suficiente para colocar alguns aspectos atuais do cientificismo em xeque, o que mais importa é que não adianta saber tudo de tudo, o porquê ou o processo de cada fenômeno. Nada disso salva, nem dará a vida eterna na morada que Deus promete para seus filhos. É como disse Jesus em Mt 16,26: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”.

Revisado por Augusto Rodrigues

Editado por Luciana Almeida

Ilustração extraída do site Chamada (vale a pena conferir os textos desse site sobre Fé e Ciência, dentre outros temas relacionados a Jesus Cristo).

Equipes do projeto “uma criança vale mais”

Publicado: 16 , dezembro , 2010 , quinta-feira em RZion +

Importantíssimo: O ônibus sairá neste sábado (18/12/10) as 07h da manhã do estacionamento da I.B.S. Todos que deram o nome estão com a vaga garantida. É importante que todos os que irão de carro particular se concentrem conosco no estacionamento da igreja, é necessário que todos cheguem juntos em Marituba para que possamos dar início à programação de uma forma organizada conforme foi desenvolvido durante todo o mês de Novembro pela equipe organizadora.

Programação – Horários:

07:00 – Saída do ônibus.

08:00 – Café da equipe.

09:00 – Início da programação – JesusLoyd – louvor.

09:40 – Ministério de teatro.

10:30 – Atividades diversas.

11:30 – Lanche das crianças.

12:00 – Entrega dos Presentes – Fim da programação das crianças.

13:30 – Almoço da equipe.

TARDE LIVRE PARA DIVERSÃO DA EQUIPE.

17:00 – Culto da UNIJOVEM Marituba.

19:00 – Encerramento do Culto.

19:30 – Volta para Belém.

OBS1 – É importante que todos usem a camisa da campanha e se possível se caracterizem com acessórios divertidos que chamem a atenção das crianças. Solte o palhaço que existe dentro de você!

OBS2 – Durante a programação o calor é constante, por isso levem roupas que deixem você mais a vontade (bermuda, chinelo, chapéu…). É necessário também levar roupas de reserva e toalha para se enxugar após o banho. Homens e mulheres cuidado com as roupas decotadas, transparentes e curtas.

EQUIPES “CRIANÇA VALE MAIS”

JESUSLOYD:

– Rayssa

– Priscila

– Rebeca

– Haied

– Yasmin

– Xantipa

– Jeísa

– Yara

– Leonam

TEATRO:

– João Victor

– Jessica

– Guilherme

– Yana

– Thais

– Ketlen

– Kabeça

– Alex

– Felipe Vaz

-Rafinha

TRÂNSITO:

– Bruno Campos

– Márcio

– Ygor

– Bruno Cabeça

CORDA:

– Jéssica Richene

– Thaís

– Juliana Barbosa

– Larissa Felinto

ELÁSTICO:

– Natalia Freitas

– Jéssica Figueira

– Elô

– Lorena Brito

PINTURA:

– Mariah

– Xantipa

– Jeísa

– Priscila

– Rayssa

– Yara

– Yasmin

– Vivi

– Rebeca

DVD:

– Mônica

– Marly

– Jessica Carolina

TRAVINHA:

– Gabz

– Alex Maia

– Briley

– Flavinho

BOCA DO PALHAÇO:

– Guilherme Oliveira

– Daniel Uchôa

– Wagner Marques

– Haied

– Rafael Raiol

DISTRIBUIÇÃO DOS BRINQUEDOS:

– Lucas Leite

– Gaby Marques

– Bernardo Linhares

– Kayra

– Tânia

– Bell

– Kathllen

– Gaby Azevedo

– Isa

– Juliana Athayde

– Renata

– Alex

– Yana

DISTRIBUIÇÃO LANCHE:

– Lígia

– Conceição

– Jacy

– Waldo

– Cilene

– Tayna Reis

– Lorena Braga

LIMPEZA:

– Gerson

– Diego Nery

– Marcos

– Patricia

– Leonam

– André

– Fernando Cavalheiro

CREDENCIAMENTO:

– Bianca

– Mônica

– Káyra

– Yara

EQUIPE DE SUPORTE:

– Ana Luiza Souza

– Samira

– Nayara Aragão

– Felipe Vaz

– Nill

– Sônia

– Adalberto

– Alcimar

– Daniel

– Sarah Rúbia

– Bianca Caroline

– Elton

– Arnaldo Passarinho

– Betinho

– Wagner (Louvor)

– Adriano

– Butão

Quem ainda precisa dar o seu nome, entre em contato com a organização do evento:

Bianca – 81299149, PP – 96341480, Rayssa – 81425484 ou Kayra – 81590402.

Trailer “O Encontro Perfeito”

Publicado: 31 , outubro , 2010 , domingo em RZion +

Assista o Trailer do filme ” O Encontro Perfeito”

“Nikki Cominsky (Pamela Brumley) é uma advogada bem-sucedida que enfrenta um verdadeiro desafio quando o assunto é família. Certo dia, um convite misterioso é deixado em seu escritório com a seguinte mensagem: ‘Você está convidada para um jantar com Jesus Cristo`”. Graça Filmes

Um filme interessante e surpreendente capaz de nos colocar no lugar da personagem principal. Quem não gostaria de estar no lugar de Nikki, ter um jantar com nosso Salvador, ter a oportunidade de colocar diante dEle nossas vidas, os maiores questionamentos da humanidade a respeito de Jesus, e o que Ele falaria sobre os grandes problemas do homem, outras religiões e sobre o paraíso, lembrando que Jesus é quem está bancando o jantar. Eu gostaria de estar no lugar dessa senhorita e aproveitar horas maravilhosas com Deus. O filme é ótimo para evangelismo, pois esclarece muitos questionamentos a respeito da pessoa de Jesus e é bem respaldo na Palavra. É ótima dica! Vale à pena assistir.

Editado por Luís Fernando Almeida

 

“Ouvi falar de Jesus aos 7 anos de idade”

Publicado: 24 , outubro , 2010 , domingo em RZion +
 
 

 

Hoje, Marília ajuda outras crianças a seguirem o caminho que ela escolheu andar desde pequena

 

Depoimento de jovens que quando crianças ouviram falar de Jesus e permaneceram no evangelho desde então.

Marília Lobo, 26 anos, enfermeira.

Ouvi falar de Jesus aos 7 anos de idade, quando meus pais aceitaram-no. Foi um processo. Aprendi a amar a Deus desde criança, através da escola dominical. Os ensinos da Bíblia eram uma bênção, e eu voltava pra casa toda empolgada com o que tinha aprendido. Cresci na casa de Deus aprendendo tudo sobre Ele…

Quando cheguei à minha adolescência, houve necessidade de confessar por minha própria vontade que queria seguir os caminhos do Senhor. Não lembro com que idade aceitei a Jesus, mas, na minha adolescência, aos 15 anos fui batizada nas águas.

Me acostumei a trabalhar para Deus desde pequena, no conjunto das crianças louvando, isso me fortalecia de alguma maneira, quando minhas colegas de escola saiam para passear eu dizia, não posso vou para a igreja…

Influência dos pais, parentes, amigos cristãos mais velhos

Muito! meus pais sempre foram um exemplo para eu seguir. Minhas primas iam comigo para igreja, os próprios amigos da igreja quando eu faltava por algum motivo, me perguntavam porque não tinha ido, diziam que haviam sentido minha falta. Isso me incentivava a sempre ir…

Infância com Deus, juventude saudável em Cristo!

Acredito que é mais fácil aprender de Deus quando você tem maior tempo aprendendo sobre ele. Quando você aprende durante a infância é mais fácil ter uma relação firme com Deus, pelas inúmeras experiências do poder, do agir de Deus na sua vida, o que faz com que você não desista da caminhada, apesar das circunstâncias da vida.

O que Deus fez na minha vida – Com Leandro Silva

Publicado: 20 , setembro , 2010 , segunda-feira em RZion +

Aos 5 anos de idade, muito doente, Leandro Silva foi abandonado pela mãe em um hospital de Recife. Um ano depois, saiu de lá direto para as ruas, onde começou a usar drogas e a trabalhar para traficantes. Passado um tempo, conheceu um grupo de evangelistas da Jocum (Jovens com uma Missão), que semearam a Palavra de Deus no coração do pequeno Leandro, que tinha em torno de 10 anos. Só que não foi desta vez que ele recebeu ao Senhor Jesus como Salvador. Voltou para as ruas, drogas, até assaltos. Foi preso, e quando não tinha ninguém para visitá-lo na cadeia, acreditando que sua vida estava acabada, apareceu uma senhora que lhe entregou uma mensagem vinda de Deus especialmente para ele. A partir desse dia, a vida do adolescente mudou. O mesmo Deus que o tirou do lamaçal em que se encontrava, também o ensinou a ler e escrever, já na fase adulta e deu a ele uma esposa, que também trabalha com missões. Em outubro, nascerá sua filha, Ana Beatriz.

Leandro, como foi a sua infância?

A minha história é um pouco complicada. Eu tive uma infância bem difícil, sem conhecer meus pais, minha família. Eu tive uma experiência interessante que hoje marca a minha vida. E eu acredito que vai marcar a mim e aos meus filhos para sempre. Aos seis anos de idade fui morar nas ruas, comecei a usar drogas cedo, e daí pra frente, tive uma fase bem difícil na vida. Me envolvi com traficantes, e com cerca de 8 anos de idade, fui morar no Rio de Janeiro, no complexo do Alemão, e lá virei aviãozinho de traficante. Foi quando comecei a entender que a vida que estava levando não era boa pra mim, e aí lembro que eu quis sair daquela dela, queria ir embora, por isso fui para São Paulo. Me envolvi com drogas novamente. Vi pessoas morrendo ao meu lado. Pessoas que, assim como eu, não conheciam a Deus. Até que um certo dia, um rapaz que era muito amigo meu morreu bem ao meu lado, e tive que fugir do local, porque algumas pessoas queriam me matar. Fui morar em João Pessoa, na Paraíba, já tendo em torno de 10 anos.

Como você conheceu a Jocum?

Em João Pessoa, eu não tinha lugar pra ficar. Então, normalmente, minha dormida era nas praias, nos barcos, e lembro que em meio a tudo isso apareceu uma equipe da Jocum, que começou a me dar a mão. Eles me perguntaram várias vezes se eu queria sair das ruas, se queria mudar de vida, e respondia que não queria, pois não gostava muito de crentes. Eu tinha uma barreira com pessoas evangélicas. Após insistirem muito, e eu também com vontade de querer mudar, falei pra eles: é, vou sair daqui da rua, mas não quero ser evangélico. Se vocês quiserem posso ir para um centro de recuperação, mas não pra ser evangélico.

Eu lembro que eles me pegaram, me deram essa oportunidade, e fui para a primeira base da Jocum em João Pessoa. Chegando lá, tudo era muito diferente. Era uma grande fazenda, tinha cavalos, gados. Certo dia, caminhando naquela fazenda, fiquei perto de um cavalo e disse: Deus, se tu existe, quero me libertar das drogas. Quero ser diferente, quero te conhecer de verdade. Se tu existes, me ajuda a sair das drogas. E lembro que quando falei isso, ninguém me ouviu. Era só eu aquele cavalo e Deus.

O que aconteceu depois?

Eu passei um tempo na base da Jocum (Jovens com Uma Missão) e depois voltei pra rua de novo.Nessa vez fui pra Recife-Pernambuco, e encontrei uma galera então formamos um grupo que existe até hoje, infelizmente. Peço sempre a Deus que me permita voltar lá para evangelizar. Continuei me envolvendo no mundo das drogas, e também nos assaltos, só que desta vez, com pessoas mais da pesada. Nessa época, fizemos um assalto bem grande, maior do que havíamos previsto, e começamos a comemorar. Na época tinha cerca de 12 para 13 anos. Naquela noite de comemoração, fui pego pela polícia. Um policial apareceu, apontou a arma na minha cabeça, mas não atirou. Hoje, sei que aquilo ali foi um livramento de Deus. Fui para um presídio, onde iria pegar mais ou menos uns cinco anos de cadeia por causa das coisas que havia feito, e já fazia um tempo que a polícia estava atrás de mim por coisas piores.

Fiquei isolado, sozinho, e disse: é, a vida pra mim acabou. Durante algum tempo, ficava olhando as pessoas visitarem os presos, e ficava pensando: ninguém virá me visitar. Até que um certo dia, uma senhora, de mais ou menos 65 anos, falou que Deus tinha um propósito na minha vida. Na primeira vez que ela foi me visitar, ela apareceu com uma cesta cheia de frutas e outras coisas, mas eu fiquei assustado e não quis aceitar, por achar  que estavam envenenadas. Falei pra ela que não iria comer aquilo Mas, ela insistiu e  me disse que estavam boas, que não deveria  me preocupar, mas eu disse que não queria. Ela que desse aquilo para outras pessoas. Ela criou um relacionamento comigo, fez amizade, depois de mais ou menos uns seis meses que ela me visitava, e não havia ainda falado de Deus, e nessa época, já depois de uns 7 ou 8 meses preso, ela disse que tinha algo para me falar. Sempre achei só que ela era diferente pelas atitudes dela, pela forma como falava comigo, pela forma que ela olhava pra mim, era muito diferente.

Uma coisa que eu entendo é que quando Deus tem um propósito na vida do homem, Ele vai usar aquela pessoa que jamais se imaginaria. A história daquela mulher também era interessante, pois ela era ex-prostituta, e agora estava fazendo a diferença. Eu não sei se hoje ela ainda está viva, pois quando ela foi até aquele presídio, estava com uma cirurgia marcada em São Paulo, mas Deus havia dito pra ela que não era pra ela  realizar aquela cirurgia antes de ir falar comigo no presídio. E depois desses seis meses, ela disse que tinha algo pra me falar, que sabia que Deus estava no controle da situação, e disse que Deus podia me tirar dali, e tiraria em menos de 2 anos. Mas, argumentei >> que isso não seria possível, que eu tinha que cumprir minha pena pelos crimes que tinha cometido. Mas, ela me assegurou que, em menos de dois anos Deus iria me tirar de lá.

Uma coisa interessante que ela fez foi me falar da conversa que tive com Deus naquela fazenda da Jocum. Pensei “será que aquele cavalo falou aquilo pra aquela mulher?”. Não era possível que alguém soubesse  com tantos detalhes o que eu tinha falado com Deus, naquela fazenda em que estava somente eu e aquele cavalo. É interessante que quando ela falou aquilo, comecei a chorar, e a entender que ali começava o propósito de Deus, de verdade, na minha vida. Eu pensei “É senhor, tu existe de verdade. Quero ser restaurado por ti”. Como é que alguém ia descobrir tanta coisa assim? Respondi pra ela que se Deus me tirasse dali em menos de dois anos como ela tinha falado, serviria a Deus. Depois disso, ela falou que sua missão estava cumprida, que o que ela tinha de fazer, estava feito.

Como você saiu da prisão?

Lembro que quando completou um ano e dois meses encarcerado, fui liberto daquele lugar. Não conseguia entender o porquê de ter saído,  e  nem os agentes sabiam Eles me disseram apenas para não aprontar mais. Na ocasião. estava com meus quase quatorze anos, mas ainda não tinha documentos, então não podia precisar minha idade. Meu registro consegui há cinco anos, com a ajuda da Justiça. Então,fiquei alegre naquele momento. Saí numa sexta à tarde e fui usar drogas. Usei a noite inteirinha. Pela manhã. lembrei de tudo o que aquela mulher havia falado, e que a promessa de Deus estava se cumprindo na minha vida. Aí, eu lembrei de uma base da Jocum que existia em Recife. Na base havia um rapaz, Edmilson, que foi a primeira pessoa a me ajudar, e  que hoje considero um irmão. Ele falou com o Uli, que hoje considero meu pai, e pediu para ele me ajudar a sair das drogas. O Uli me fez uma proposta meio absurda. Ele me deu um tipo de ferramenta pra roçar mato, e falou que tinha um pedaço de terra pra eu limpar. E era muito mato! Se eu conseguisse limpar aquilo lá, ele me daria uma passagem para Belo Horizonte, para um centro de recuperação. Eu trabalhei tanto que eu mal conseguia pegar na ferramenta, tão cheias de calos que ficaram nas minhas mãos. Lembro que em uma semana, consegui limpar todo aquele mato, porque estava com uma força de vontade muito grande. Ele se admirou muito disso e comprou minha passagem para Belo Horizonte.

Como foi em Belo Horizonte?

Fiquei o tempo que tinha de ficar na casa de recuperação. Pra gente comer, era preciso decorar um versículo da Bíblia a cada refeição. Se você não soubesse recitar, não comia. Como eu não sabia ler, pedia para alguém ler pra mim, e eu decorava enquanto trabalhava. Eu pedia pra ninguém falar comigo, para que eu conseguisse decorar. O primeiro versículo que decorei me marca até hoje. É João 8.28-32 que diz “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Isso é uma verdade na minha vida. Fiquei lá nove meses, e fui para o centro de recuperação de Belo Horizonte, onde comecei a trabalhar com meninos de rua. Eu tinha uns 15 anos. Aí, minha vida começou a ser diferente. Passado um tempo, eu voltei pra Recife, onde fiquei na base da Jocum trabalhando também com  meninos de rua, nas comunidades. Até hoje, faço isso em Belém é o que me ajuda, pois não desejo pra ninguém o que passei na vida.

De lá, você foi fazer um curso em Sergipe, onde outro grande milagre na sua vida aconteceu, não é mesmo? Conte pra gente.

Saí da base de Recife para Aracaju-Sergipe,  fazer um curso, a ETED (Escola de Treinamento e Discipulado). Fui sem saber ler, porém disse “é…vou fazer esse curso, mas não sei como, não sei ler“. Por uns dois meses, eu escutava a aula e fazia as provas com a ajuda das pessoas. Dizia o que achava que era a resposta, a pessoa escrevia e depois eu reescrevia na prova, porque não sabia ler. Lembro que comecei a buscar ao Senhor e na oração, disse “Senhor, não aceito isso pra mim. Quero aprender a ler, escrever“. Toda vez, ia dormir, 2, 3 horas da manhã, escrevendo o que tinha num livro, e no outro dia de manhã, estava quase dormindo na aula, além de minhas mãos já estarem doendo de tanto escrever. Um dia, peguei a minha Bíblia e coloquei debaixo do meu travesseiro e falei pra Deus: “Olho pra isso aqui e é a mesma coisa que não estar vendo nada. Pra que é  que tenho isso então? Se não entendo nada. Senhor, quero aprender, mesmo”. Coloquei a Bíblia debaixo do travesseiro e dormi. E todo dia, assim, umas 5h da manhã, acordava, levantava pra orar num campinho pequeno que tinha lá, sabe? Nesse dia, levantei – égua, foi muito firme essa experiência que tive com Deus – lembro que abri a Bíblia e comecei a ler aquilo ali, entender. Não estava acreditando naquilo, fechava a Bíblia, abria em outro lugar e começava a ler de novo. Então chamei uma menina que estava perto e comecei a ler pra ela. Perguntei se aquilo estava certo. Ela respondeu que sim. Eu disse pra ela que não sabia explicar aquilo, mas que tinha orado a  Deus e pedido a Ele, pra ler e escrever e acordei podendo ler a Bíblia.

Nas aulas, estava escrevendo como todo mundo. Quando cheguei no curso, era meio doido ainda, de cabelo grande, brinco, e a maioria das pessoas ali não aceitava muito isso, então, quando Deus fez esse milagre na minha vida, essas pessoas começaram me ver com outros olhos, como uma pessoa que realmente orava a Deus. Eu comecei a fazer as minhas provas do jeito que queria fazer. Só com a ajuda de Deus, falei pra Deus: “Não é que não queria a ajuda dos outros, mas é que quero depender só de ti”. Nessa época, já estava quase pra fazer 18 anos. Passado um tempo, tive a oportunidade de vir para o Norte, fazer missões.

E em relação ao seu casamento? Como foi?

Lembro que viajei pra São Paulo em 2007, para um congresso com a Maria (minha esposa). Eu sempre fui muito amigo dela e eu disse pra ela que iria conhecer lá minha futura esposa. Tive umas amizades especiais, mas vi que não era o que Deus queria pra mim. Em 2008, falei pra Deus que queria minha esposa. Eu tinha muita vontade de ter a minha família, porque sempre me senti muito sozinho. Lembro que estava orando e Deus me perguntou:  “Sabe aquela pessoa por quem você estava orando? Ela está aqui na base. É a Maria”. Num dia de divulgação no Castanheira (shopping) de um trabalho da Jocum, eu estava nervoso pra falar pra ela. Fiquei até doente de tão nervoso pra falar que ela era a mulher de Deus pra mim. Depois lanchamos naquela noite…eu disse “Tenho um negócio pra te dizer“…ela me perguntou o que era, eu disse: “Tu sabes”. De tão nervoso, só saía isso. Não teve jeito de dizer outra coisa. Ela disse: “Tu tá gostando de mim, não é?”. Então disse para ela que iríamos orar pra ver se não era só paixão. Com um mês, declaramos namoro, com cinco meses, noivado, e depois a gente casou. E agora, a Aninha está chegando. E antes de tudo, somos amigos, e fazendo aquilo que a gente gosta na obra de Deus. A nossa vida depende muito da ajuda das pessoas. Nós vivemos uma vida de confiar totalmente em Deus. A partir de outubro, a nossa vida será diferente. Quero dar pra minha filha aquilo que não tive. Amor, carinho, aniversários, abraços. Não quero que ela passe pelo que passei. Primeiro quero que ela conheça a Deus, e depois que ela tenha carinho meu. Eu sou meio grosseiro, mas a Aninha vai ser o xodózinho do papai. Estou muito feliz, e quero agradecer a Deus pela Igreja Batista Sião. Eu agradeço a Deus pela igreja e pastores que tenho hoje. Pois sabemos que tudo isso veio para somar em nossa vida. Daqui a uns anos, vamos para o sertão da Bahia.

Editado por Luciana Almeida

Revisado por Fernando Cavalheiro e Luís Fernando Almeida

Entrevista com Gleice Kelly

Publicado: 19 , setembro , 2010 , domingo em RZion +

 Para a extensão da RZion – 3ª edição, fizemos uma entrevista com a cantora Gleice Kelly, 23 anos, da cidade de Sete Lagoas – MG. Com o CD “Único”, ao vivo e recém lançado, ela compartilhou conosco um pouco de sua vida ministerial e musical na entrevista que você vai conferir agora.

RZion: Analisando sua a biografia reparei que a música a acompanha desde a infância, através de familiares e das aulas de Balé, Jazz e Piano Clássico. Como isto influenciou na descoberta e no desenvolvimento do seu ministério?

Gleice Kelly: Bem, o fato de meu pai ter me incentivado desde cedo a fazer aula de piano (apesar de na época eu não ter gostado muito), eu estudei até um certo tempo, adquiri uma noção básica e parei. Minha grande paixão era a dança. Me dediquei muito a ela, mas nasci em um lar cristão em meio a pastores e líderes de louvor, e logo cedo aprendi a separar um tempo pra Deus, pra ter comunhão com Ele. Eu amava ir pro meu quarto ligar o teclado e em qualquer tom, eu começava a adorar espontaneamente, sem ninguém me olhando, sem nenhuma pressão, abria meu coração e ouvia a voz de Deus falando no meu íntimo. O tempo foi passando e esses momentos só foram aumentando. Continuei adorando a Deus com a dança que é uma belíssima arte e forma de adoração, mas agora havia encontrado mais uma forma de expressão e aproximação de Deus. É como se eu ficasse transparente, eu conseguia por pra fora tudo o que havia dentro de mim nesses momentos em meu quarto. A descoberta do ministério veio um tempo depois. Eu sempre senti uma inclinação para as coisas de Deus, mas não sabia que Ele tinha uma missão nessa área pra mim.

RZion: O tema intimidade e adoração está muito presente em seu álbum “Único”. Você acredita ser este o chamado para essa geração?

Gleice Kelly: Sim, pra todos nós. Sempre foi desejo de Deus ter intimidade com o homem, desde a criação do mundo. Logo nas primeiras páginas da Bíblia, nós vemos uma história de intimidade e mesmo depois da queda do homem, Deus não suportou ficar distante de seus filhos e enviou Jesus pra morrer por nós, rasgar o véu que nos separava e nos tornar livres outra vez pra nos achegarmos a Ele pelo novo e vivo caminho. Apesar de já sabermos dessa história e prova de amor, temos vivido um tempo difícil, o véu já foi rasgado, mas é como se criássemos outros véus no nosso dia-a-dia e continuássemos vivendo sem a comunhão que Deus tanto prezou. Em todo tempo, o ativismo, a falta de foco e de prioridade na nossa vida tem nos levado pra longe desse abraço e algo desafiador pra esse tempo é voltarmos pra Deus em intimidade. Creio que há corações que correspondem a esse chamado de Deus e entendem que não estamos aqui pra viver uma religião. Deus está acessível a nós!! Isso é maravilhoso. Creio que nesses dias existem corações ardendo mais forte, que estavam voltando às primeiras obras, ao primeiro amor, pessoas que digam: sim Jesus, eu quero intimidade, eu estou aqui!

RZion: Como foi para você participar de um festival da sua cidade, ganhar um prêmio por aclamação e composição própria?

Gleice Kelly: Foi surpreendente!! O diretor do festival foi em minha casa me convidar pra participar. Na época, eu já ministrava louvor nos cultos de mocidade e aos domingos na minha igreja. Bastante receosa, mas com o incentivo da minha mãe, me inscrevi. Além de ter que vencer uma timidez terrível, meu maior desafio e que mais tarde seria meu destino, estava bem na minha frente, eu precisava escrever uma canção própria, estava no regulamento. Fui pro meu quarto imediatamente, assim que ele saiu, me lembro que orei dizendo: meu Deus, me ajude nisso, eu não sei fazer uma canção! E no final da tarde, eu comecei a cantarolar algo que seria o coro. Fui pro meu quarto, escrevi o refrão sem tocá-lo no teclado, mostrei a um amigo que tocava violão e a ciframos. Fiquei muito feliz por ter escrito uma música. Só isso já valia o concurso! No grande dia, eu estava lá, não me classifiquei para o terceiro, segundo nem primeiro lugar… mas pra minha surpresa, fizeram uma votação onde o povo escolhia a música preferida da noite. Me lembro de estar bem distraída, feliz por estar ali e de repente ouvi “Majestade”! Foi minha primeira composição.

RZion: Como nascem as composições de cada canção? Você poderia compartilhar a experiência de uma delas conosco?

Gleice Kelly: Todas, sem exceção, até hoje, foram feitas nesses momentos de busca pela presença de Deus. Ali, com dois ou três acordes, adorando com meu coração, comecei a receber de Deus inspiração pra escrevê-las e guardá-las. Vou compartilhar a música “Santo”. Estava em casa em um domingo, e escalada pra ministrar o louvor da noite em minha igreja local. Minutos antes de sair, eu senti uma necessidade de me ajoelhar mais uma vez antes de ir, pra engrandecer a Deus. Quando o fiz, comecei a cantar …Santo, Santo esse é o som da sua noiva, Santo, Santo esse é o som do meu louvor. Levantei-me, fui pra igreja, e quando íamos passar o ensaio, já com as músicas escolhidas, senti de mostrar aquele refrão que cantara pra Deus minutos antes. Os músicos pegaram o back também, e cantamos. A igreja se moveu em adoração no momento em que a ministramos. Foi algo muito marcante pra mim. Entendi que Deus age na simplicidade. Quando verdadeiramente Ele é ofoco, nossa adoração pode chegar a Ele como um aroma agradável. “Santo” foi a música mais rápida e “simples” que escrevi, mas sempre que a cantamos, sentimos uma unção tremenda. É uma música que só glorifica quem Ele é.

 

RZion:  Qual é a experiência e a sensação de lançar o primeiro CD da carreira e ainda “ao vivo”?

Gleice Kelly: Foi uma experiência marcante em minha vida com toda a certeza! Eu não tinha a menor experiência com estúdio, gravação… e ao vivo foi realmente um desafio pra nós todos, eu e banda. Minha intenção era gravar em estúdio mesmo, mas ao mostrar minhas composições para o Felipe Barros do ministério Fluir, que é uma benção!, ele que é nosso produtor musical, ouviu e disse assim: Gleice elas tem a característica de louvor de igreja. Vamos gravar ao vivo? Topamos o desafio e apesar de muitas dificuldades, o resultado está ai, é uma emoção ouvir em cada canção o coro de toda uma igreja adorando a Jesus com toda alegria e emoção. Foi tremendo!

RZion:  Quais foram as lutas e desafios enfrentados para a realização deste sonho?

Gleice Kelly: Como eu disse, foram muitos desafios: a questão financeira, diretamente foi algo desafiador. Não tínhamos os recursos necessários pra esse projeto. Realmente vivenciamos um milagre de Deus no nosso ministério, pois é um trabalho totalmente independente. Não tivemos nenhum grande patrocinador. Deus usou da vida de um homem, que semeou uma semente e dessa semente começamos a sonhar, orar e Deus foi abrindo as portas. Um outro desafio relevante foi a dificuldade inicial de encontrar apoio. Esse é o primeiro trabalho de CD ao vivo na minha cidade e todo começo é difícil né? No início, encontramos algumas resistências, mas graças a Deus no dia do evento, tivemos nossa cidade em peso adorando ao nosso Jesus! Creio que todo sonho vem com muitos desafios, mas em tudo vimos a mão de Deus!

RZion:  Você poderia deixar uma mensagem para os jovens que acompanham a Revista Zion?

Gleice Kelly: Queridos, vocês que pararam um minutinho do seu precioso tempo para ler essa entrevista, saibam que aqui também, Deus tem algo pra comunicar ao seu coração. Você é muito especial pra Deus e aquilo que os seus olhos não viram e aquilo que ainda não chegou ao seu coração é o que Deus tem reservado pra você que teme e serve a Ele. Não tire seus olhos de Jesus, não se distraia com as coisas que o mundo tem, dita, e quer que você ache normal. Continue nesse caminho, que na verdade é estreito e apertado, mas que te conduzirá ao céu. Com os olhos em Jesus, eu sei que você vai viver o melhor Dele aqui nessa Terra, e o melhor de Deus pra nós é a Intimidade e comunhão com o Espírito Santo. Deus tem um lugar especial pra você, prepare um lugar todo especial pra Ele também no seu coração. Deus conta com você pra marcar essa geração, através da nossa Fidelidade a Ele! Que Ele seja sempre a nossa prioridade.
Um grande abraço a todos!

 

 

 

 

 

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Fotos: Divulgação/Ministério Gleice Kelly

Editado por Luís Fernando Almeida