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Catarina e a volta a Verdade

Publicado: 5 , fevereiro , 2012 , domingo em Matérias, Minha história

Que tal conhecer uma história de superação? Catarina Pantoja, 32 anos, superou as dificuldades pela Graça de Deus. Ela passou parte da vida trilhando um caminho de incertezas, mas encontrou a Verdade, definitivamente há sete anos. Catarina estuda Ciências Sociais e participa de um trabalho voluntário com os ribeirinho de Belém do Pará.

E como foi que você tomou sua decisão por Cristo?

Bem… me converti a primeira vez quando tinha 11 anos. Mas não aguentei a pressão de minha mãe q não aceitou a mudança. Daí pra frente, perdi o interesse de ir pra Igreja Católica e frequentava sempre que podia as igrejas evangélicas. Também fui a centros espíritas, mas me sentia bem nos cultos evangélicos. Aos 16 anos comecei um relacionamento e aos 20 anos sai de casa pra morar junto com meu namorado. Desse relacionamento tive um bebê que faleceu aos três meses. No dia que minha filha faleceu, com ela acabou também o meu relacionamento com o pai dela. Daí em diante, passei a ir mais a igreja. Mas, paralelo a isso, comecei a frequentar algumas festas. Mesmo assim, nada era melhor que ir aos cultos. Chegava nas festas e me sentia mal. Estragava a noite das amigas porque queria voltar logo. Nessa época, passei um ano indo para o templo central da Assembléia de Deus. Mas, me reconciliei somente em 2005 na IBMA (Igreja Batista Missionária da Amazônia), onde estou até hoje.

Como foi o dia da sua reconciliação? O que aconteceu de especial para que aquele fosse o dia do retorno?

Desde que perdi minha filha percebi que Deus estava colocando um ponto final na minha vida complicada. Primeiro eu pensei que não precisava ser membro de uma igreja, mas a necessidade de Deus aumentou. Aí eu procurei um lugar pra me firmar. Um dia sai do trabalho e decidi ir a IBMA. Quando cheguei lá me tremia toda, chorava, senti uma alegria que nunca mais havia sentido. Quando fizeram o apelo, eu fui decidida a ficar.

No tempo que você passou longe de Deus, como era seu relacionamento com as religiões?

Frequentei de tudo. Fui ao centro espírita. Só não gostava de macumba.

Você falava com Deus em casa? Lia a Bíblia?

Não, só ouvia músicas. Os louvores me faziam chorar. Eu estava cheia de CDs evangélicos que minha irmã me dava.

E desde que você voltou para Deus, como tem sido sua vida?

Difícil, mas prazerosa (risos). Desde que voltei para o Senhor tenho sido agraciada com a realização de sonhos que não pensava que fosse viver mais.

Conte alguns…

Voltei a estudar. Hoje estou em uma faculdade, tenho amigos maravilhosos. Na minha casa, a realidade é outra. Me tornei uma pessoa mais paciente, desde o dia que voltei.Não queria ficar parada, trabalhei com teatro na igreja, depois com as crianças. Eu queria sempre mais. E no meu trabalho Deus fez muitas coisas.

E atualmente, você também divulga missões, não é mesmo?

Sim, tenho trabalhado desde abril de 2011 como voluntária da JOCUM (Jovens com uma Missão), mais especificamente com Alcance Amazônico. Dia 28 de fevereiro vou pra Curitiba fazer ETED (Escola de Treinamento e Discipulado). Tentei fugir do chamado de missões porque não conseguia me ver longe da minha família, mas Deus tem mostrado seu cuidado pelos meus. Decidi obedecer.

E qual será sua área de atuação quando terminar a Escola?

Minha pretensão é voltar e continuar o trabalho com os ribeirinhos, mas nesse tempo vou buscar a vontade de Deus.

Como é o trabalho com os ribeirinhos?

Maravilhoso! Trabalhamos com evangelismo e ajudamos os ribeirinhos a suprir as necessidades que tem. Sempre passamos uma semana na comunidade. Pela manhã fazemos visitas as casas, a tarde tem programação com as crianças e de noite passamos um filme e depois compartilhamos uma palavra. Durante essa semana, em um ou dois dias fazemos atendimentos médicos e odontológicos, palestras de prevenção, aplicação de flúor nas crianças…

É a vida que você quer até seus últimos dias?

Sim! Muitas pessoas hoje me perguntam se desisti do sonho de formar uma família, eu digo que não. E sei que o Senhor vai me dar uma no tempo certo. Mas, sinceramente, não busco por isso agora, não é prioridade. Hoje penso no tempo que perdi, nos sofrimentos. Deus é tão maravilhoso! Às vezes tento achar dor pela perda da minha filha. Já cheguei a pensar que eu era fria demais porque não sinto dor alguma. Servir a Deus me preenche!

Entrevista: Luciana Almeida

Edição: Gabriela Azevedo

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Um belo dia… Alessandra Carneiro

Publicado: 15 , janeiro , 2012 , domingo em Minha história

Aos 22 anos de idade, saiu de seu Estado para viver coisas diferentes em sua vida: frevoterapia foi uma delas, estudar pedagogia foi outra. Voltou para Belém algum tempo depois, para trabalhar com o pai. A partir daí, começou a vida empresarial, que mais tarde, por causa de uma crise na área, a levou para os braços de Deus. A administradora Alessandra Carneiro,43 anos, coordenadora de um Pólo Universitário , e mãe da pequena Giovanna, conta como foi essa mudança de vida que aconteceu há mais de 3 anos.

Como foi que Cristo alcançou a sua vida?

Através da dor!!! Tristeza, desespero e dor atormentavam minha vida.

O que aconteceu?

Um belo dia, alguém foi na loja que eu administrava disse que ao meu redor pairava uma nuvem negra, sinal de muitos espíritos ruins, e que deveria ir ao centro espírita, e pegar um passe. Lá, me identificaram como médium, então, passei a freqüentá-lo. Naquele lugar, o vazio me dominava…. Certo dia, pensei: se entrei num centro pra pegar um passe, porque não entro nessa igreja e peço pra Deus alívio? Entrei na Primeira Igreja Batista, e chegando lá, não me perguntaram nome, o que tinha, apenas oraram e leram vários Salmos.

Quando saí dali, estava leve, parecia que tinham tirado um peso de cima de mim, e eu vi que era bom… Comecei então a procurar uma igreja batista perto de casa e lembrei que tinha uma na Humaitá…e na quinta-feira à noite, entrei na igreja. Nossa!!!! Fiquei maravilhada com aquela verdade falada pelo Pr. Nelson!! Queria saber mais desse Caminho!

No primeiro domingo, sentei ao lado de Dona Altina, e me derramei nos louvores. “Comi as Palavras do sermão” …e quando fizeram o apelo corri para os braços do Senhor , meu Salvador. Assim, comecei minha caminhada… Dor, solidão, desespero..nunca mais. Cristo me salvou!!! Ele mudou meu viver!

E na época que você freqüentou o centro espírita, quanto tempo ficou lá? O que vivenciou?

Fiquei um mês no Centro. Via pessoas chorando, outras gritando, outras paradas esperando algo sobrenatural acontecer (era o meu caso) e não sentia nada. Eles diziam que eu estava sendo preparada. No dia que identificaram como eu sendo médium, senti um fogo nas minhas costas e uma sensação de desmaio. Passei a ter sonhos e ver vultos em casa. Contei pra Tia Lala (babá da Giovanna-filha), que é da Assembléia , e ela começou a orar e minha irmã disse que era pra eu pedir a Deus que fizesse sumir essas coisas se não viesse Dele. Orei e essas coisas desapareceram.

Nessa época, eu tinha duas lojas OI, uma empresa de carros, e uma oficina estava fechando. A Oi mudando a política comercial que iria comprometer em muito meu negócio.  E durante um mês tentei ir para a igreja, mas todo dia aparecia alguma coisa naquela hora, que me impedia. Ou era cliente, reunião ou esquecia, foi então que decidi procurar uma igreja mais próxima de casa.

Antes disso tudo, como era seu relacionamento com Deus? sua vida espiritual?

Fui católica romana durante anos, e como meu pai é da Rosa Cruz, tinha meu nome inscrito lá. Já havia frequentado um centro espírita antes, mas era estudo, não tinha isso que te falei, mas depois lembrei que há muito tempo atrás, a mãe de um namorado meu se converteu e havia pedido que eu fosse na igreja dela. Eu tinha esquecido totalmente desse fato. Eu aceitei a Cristo naquele dia, naquela igreja e vi algo sobrenatural acontecer naquele dia, mas tinha esquecido disso.

E nas demais áreas?

Muito antes disso tudo, aos 22 anos, me mudei de Belém, porque eu não estava passando no vestibular, apesar de que eu dava aulas para os meus colegas e eles passavam. Foi aí que resolvi morar com minha tia em Brasília,onde passei seis meses dançando frevo. O professor que me dava aulas dizia que a frevoterapia eliminava os males do corpo e da alma. Passei a ser assistente dele porque aprendia os passos muito rápido, e aí fiz pedagogia para dar aula na faculdade holística de Brasília, mas graças a Deus, meu pai me chamou pra eu trabalhar com ele e votei pra Belém. Digo isso porque essa história da frevoterapia é tudo enganação. Pode até ter influência em alguns aspectos psicológicos, a mica , os movos, mas não do jeito que ele falava. Não tenho conhecimento cientifico, mas não gostei de ser enganada.  O benefício foi que fiquei magrinha e com uns pernões de tanto dançar! Vaidades! kkkkkkkkkkkkk

Atualmente, como tem sido sua vida?

Paz… essa paz  é incrível…fechei lojas, acabei relacionamento, meu pai teve câncer, minha mãe teve parada cardíaca e meus negócios todos fecharam. Entendo como prova pra minha fé, mas Deus tem sido comigo. As lutas são muitas, mas tenho Paz… minha mãe está bem, meu pai também,mas sou livre.

Na igreja, sou assistente no Coral, louvo nos cultos de terça e quinta, e sou hospedeira do grupo familiar Atalaias de Cristo, e nesse grupo cuidamos uns dos outros e visitamos irmãos em suas casas.

Você trocaria esta vida pela anterior?

JAMAIS!!!!!!!!!!!!!!!!NUNCA. FUI COMPRADA!!!!!!

Obrigada pela entrevista!

Por Luciana Almeida

Livramento

Publicado: 8 , janeiro , 2012 , domingo em Minha história

Felipe Ribeiro, 23 anos, estudante de Relações Públicas, recentemente sofreu um acidente com sua família. Todos se machucaram, mas saíram vivos. Essa situação de livramento fez com que ele voltasse a andar com Deus.

Como foi este acidente?

No dia 10 de dezembro de 2011, sofri um acidente de carro com minha família. Todos se salvaram. Tenho as fotos e o vídeo do resgate. Eu estava na estrada de Vigia (município paraense) indo para um casamento. Entrei em uma curva e meu carro rodou, capotamos quatro vezes, e caímos em um igarapé, que cobriu o meu carro completamente. Fomos resgatados pelas pessoas da localidade até os bombeiros chegarem.

Minha avó teve o rosto cortado, eu quebrei o braço e a clavícula, e minha mãe, algumas luxações. Meu irmão passou mais de 10 minutos debaixo d’água. Foi livramento mesmo. Meu carro acabou. Eu estava muito empolgado, tinha me afastado da igreja, estava indo pra festas, e isso serviu pra eu voltar pra Deus.
Nunca mais quero me afastar dos caminhos de Deus, porque pode ser que da próxima vez…E depois desse fato, como vocês estão?

Como foi que você conheceu a Cristo?

Através do meu pai em 1997. Ele levou a família toda para igreja nesse ano, mas meu encontro verdadeiro foi há uns cinco anos, em um acampamento.

O que aconteceu exatamente?

Eu estava no acampamento e na hora da oração, senti a presença do Espírito Santo. Foi maravilhoso. Ali, fiz minha decisão por Cristo.

E como era sua vida antes?

Baladas, festas, mentiras e outras coisas. Nunca bebi nem me droguei, mas o resto… porém, em casa posava de anjinho. Um dia, a máscara caiu.

Quando caiu, o que mudou na sua vida? Como você lida com os problemas que antes te afastavam de Deus?

Tento me afastar ao máximo de tudo que me fez cair: pessoas, lugares. As festas foram dureza de largar, porque eu conseguia até de graça a entrada.

De que forma tem sido sua vida desde você passou a viver com Cristo?

Cristo tem suprido todas as minhas necessidades, tanto profissionais quanto sentimentais. Ele me deu uma mulher maravilhosa, que eu tenho certeza que é a minha eleita.É a mulher que eu vou me casar

Quanto à experiência recente que tive, nunca mais quero igual. Deus me quer na obra, trabalhando para Ele, divulgando o nome dEle através de minhas atitudes.

Por Luciana Almeida

 

O tempo do “tudo errado” – Ana Camila Almeida

Publicado: 25 , dezembro , 2011 , domingo em Minha história

Na Minha História desta semana, a publicitária Ana Camila Almeida, 23 anos, conta que há menos de um ano, queria fazer tudo o que era considerado errado. Deus, para ela, havia se tornado um ‘estraga prazer’, por ter mudado a vida das amigas dela, que antes estavam na mesma situação de ‘vida louca’. Mas, foi em seu quarto que o próprio ‘estraga prazer’ começou a mostrar para ela quem Ele verdadeiramente é.

Você é uma publicitária cheia de ocupações na igreja Belém Crentes: ajuda na entrega do sopão, faz as fotos para o site, ajuda na limpeza… está sempre presente em todas as atividades propostas pelo grupo. De que forma começou?

Todos que me convocam a fazer. Lá, todo mundo faz de tudo um pouco.

Eu já conhecia a maioria das pessoas que são de lá através da Thamiris (uma das líderes da igreja). Quando eu fui lá, não era o Belém Crentes (BC) ainda, era apenas a casa do Angelim. Fui lá quando rolavam as células, acho que no final de 2008 pra 2009.

E como você conheceu a Thamiris?

Somos amigas de infância, crescemos juntas. Éramos companheiras de festa.

Como foi essa época?

Eu vivia uma vida como a maioria dos jovens vive, buscando a mesma ilusão. Comecei a beber com uns 16 para 17 anos, depois fui conhecendo outras drogas, experimentava de tudo, tudo o que me falassem que ‘batia liga’, eu queria experimentar…

Você era feliz?

Minha felicidade estava em estar ‘entorpecida’ de qualquer coisa… o mundo nos cega ao ponto de acharmos que ser feliz, é viver uma vida assim…

Algum episódio marcante nesse período?

Uma vez, eu fiquei muito perturbada, já não sabia o que era real e o que era coisa da minha mente…. creio que Deus já estava usando isso pra me incomodar de uma certa forma! Foi uma situação em que eu fiquei muito perturbada, mas não comentei com ninguém, eu só queria que aquilo sumisse.

E nas outras áreas da sua vida, como estava?

Eu estava ‘bem’… eu sempre fazia as coisas nas escondidas… Deus e Jesus, eram sempre assunto das minhas mesas de bar, já que muita gente que eu conhecia havia se convertido.  Tudo era um absurdo pra mim. Eu tinha Deus como um ‘estraga prazer’.

Uma das pessoas convertidas já era a Thamiris?

Sim. Era eu, a Thamiris e a Priscila (também membro assíduo do BC)… sempre saímos juntas, ai a Thami se converteu, e eu a a Pri ainda continuávamos fazendo onda. Logo depois, a Pri se converteu. Eu fiquei horrorizada, pensando ‘agora eu tô sozinha. Esse tal de Jesus tirou minhas amigas’.

E a vida sentimental?                                                  

Eu ficava com meninos sem compromisso, até que no final do ano passado, eu reencontrei o David [um rapaz que ela gostava, e que se tornou namorado em seguida], antes de me converter e tals. Ele acompanhou esse meu processo de conversão, e acabou se convertendo também, Glória a Deus! No começo, ele fazia as coisas por mim,

mas hoje, Glória a Deus, ele se converteu de verdade.

 

Como foi que você mudou? O que aconteceu?

Depois que as meninas se converteram, como eu te falei, eu ia nas células e tals, mas era completamente indiferente a tudo que rolava lá. Eu gostava das pessoas. Eu pensava: ‘apesar dessa galera ser crente, eles são legais’. Eu saía, passeava com eles, de boa… Achava uma loucura aquelas pessoas serem felizes sem uma bebida, uma festa, estranho esse papo de não mentir, enfim… era tudo muito estranho pra mim, eu sentia algo diferente lá, mas eu não queria nada daquilo pra minha vida. Eu vivia uma vida de pura escravidão, eu não conseguia abrir mão dos meus prazeres, das minhas bebedeiras, das minhas festas. Era difícil me imaginar com uma vida sem essas coisas.

Quando eu comecei a andar com eles, comecei a ter uns pesadelos horríveis, que eu ficava possuída. Eu comecei a ficar com muito medo, e achei que era a companhia deles que estava me fazendo mal, então, eu resolvi não andar mais com eles, acreditava que aquilo não era bom e fazia mal pra mim, e não tinha noção que estava passando por uma batalha espiritual. Aí, fiquei quase um ano sem muito contato com eles.

E o que aconteceu depois desse ano distante?

Eu comecei a ir para umas festas gays, e cheguei até ficar com meninas. Eu queria beber até não aguentar mais, eu ficava num estado sempre muito deplorável, eu queria fazer tudo o que era errado. Fiquei muito tempo nessa vida, até que no começo desse ano, um dia, no meu quarto, eu comecei a ter uns pensamentos estranhos, uma angústia muito grande. Meu coração começou a bater muito forte, eu me deitava de bruços, e a palpitação do meu coração forte me dava um desespero.

Nesse momento, eu percebi como nós, seres humanos, somos limitados. Naquele momento, peguei a Bíblia que a Thami havia me dado há muito tempo, logo que ela se converteu, que só estava servindo de enfeite no meu quarto e abri, e caiu no versículo que fala da ovelha perdida.

Na Bíblia, havia um texto em destaque, em que falava que Deus nos criou para que nós o amássemos, mas que nós, por querermos seguir o caminho dos desejos maus dos nossos corações, nos afastamos dele. Naquele momento, eu senti Deus falando comigo, eu chorei

bastante. Liguei para o Angelim e perguntei quando iria ter um culto, algo assim, sei lá. Naquela noite, eu tive um encontro com Deus. No outro dia, quando eu me dei conta, estava ouvindo rádio gospel, música gospel e entendi que o Deus que pra mim era um estraga prazer, apenas queria me livrar de um caminho de morte.

E desde então, como tem sido sua vida?

Com o tempo, eu sentia que meu chamado era no BC mas, na época, não era uma igreja, e mais tarde, Deus nos direcionou, dizendo que lá é uma igreja, hoje, minha família, pessoas que me ajudaram bastante, pessoas que como a Thami, o Angelim e outros, nunca desistiram de mim. O David foi minha primeira alma conquistada para deus e já demos alguns frutos!

 

Obrigada pela entrevista!

Editado por Luciana Almeida

Alcançando os ribeirinhos do Pará

Publicado: 11 , dezembro , 2011 , domingo em Minha história

Intérprete, tradutora, profissional da saúde, missionária em todo o tempo. Essa é a descrição da entrevistada desta semana, a paraense Edilma Novelo, que trabalha junto com o marido Joseph Novelo, o Joe, no Ministério Amazon Reach (Alcance Amazônico, no Brasil), da organização Jovens Com Uma Missão (Jocum), no Pará. Formada pela Universidade das Nações, na Guatemala, Edilma conta que algumas experiências com Cristo em sua adolescência foram determinantes para essa vida que une o internacional ao regional.

Você é cristã desde criança?

Cresci em uma família cristã, mas aos 11 anos de idade, meus pais se separaram e meu mundo caiu, pois tudo que sabia estava na igreja. Passei a não acreditar em crentes, mas continuava a acreditar em Deus, orava pedia perdão pelos meus pecados,andei por muitos caminhos tortos, com amigos bem mais velhos do que eu. Meu alvo era punir meus pais pelo que havia feito a mim.

O que você fez nessa época?

Bebi, fumei mas sempre a Palavra vinha a meus pensamentos. Nunca usei droga. Era mais uma vida sem controle, sem ninguém pra me dizer o que eu podia e não podia fazer. Influenciei muitas meninas para a rebeldia.

Quando essa realidade mudou?

Aos 15 anos, visitei uma igreja perto da minha casa, Presbiteriana do pastor Jerônimo. Lutei muito pra não fazer uma decisão naquela noite, mas ao sair da igreja, um rapaz que tinha sido amigo de escola me viu na frente da igreja e veio conversar comigo. Ele perguntou se eu tinha me convertido, pois ele já havia feito a decisão dele. Eu disse que não, mas lembrei da noite anterior, em que eu tinha ido pra um clube e tentei beber, mas não conseguia engolir. Só consegui engolir água ou refrigerante. Deus já estava fazendo o milagre. As coisas tinham que ser rápidas comigo.

Então, quando ele me fez a pergunta e disse que Deus estava me dando mais uma chance, e que essa podia ser a última, pensei na minha vida dos últimos 3 anos e as coisas loucas que havia feito e como Deus havia me protegido, eu falei para o pastor Jerônimo: eu quero Jesus na minha vida, eu quero ter um relacionamento com Ele. Foi 23 de outubro. Não vou dizer o ano pra você não saber minha idade rsrs. No outro dia, minha vida era outra. Não consegui nem sentir o cheiro de cigarro.

Quais foram seus passos seguintes?

Por um ano, meu alvo era conhecer a Deus, profundamente como o apóstolo Paulo, então, pedi pra uma irmã da igreja me discipular. Mudei minha maneira de vestir por um ano, pois eu tinha que mudar radicalmente, pois eu fazia dança para ser modelo. Tudo para o exterior.

Você abandonou a futura profissão de modelo?

Duas semanas depois que me converti, recebi um contrato pra desfilar pra uma marca de Belém, mas sabia que Deus tinha algo maior pra mim, então recusei. Participei de todas as reuniões da minha igreja e de outras igrejas. Toda noite tinha uma reunião de oração, estudo bíblico, etc. Comecei a evangelizar nas praças, voltei com meus amigos e preguei pra todos eles. No ano seguinte, aos 16, um grupo da Jocum visitou minha igreja e aí, eu sabia o que tinha que fazer. Participei da escola de adolescentes em julho e recebi meu chamado através de um sonho. Minha mãe não permitiu minha ida, pois tinha que estudar. Voltei pra casa e fiquei orando.

Como foi o sonho?

Eu estava só em uma ilha e ao redor um rio de corrente muito forte passava e as pessoas estavam se afogando. Eu dava minha mão para elas e as salvava. Conversei com o pastor sobre o sonho e ele me disse que achava que Deus estava me chamando pro Ministério, mas eu era muito nova.

 

O que houve depois?

Fiquei orando e evangelizando meus amigos da escola. A Eted (Escola de Treinamento e Discipulado, da Jocum) iria começar em janeiro, e isso era setembro. Orei para que se Deus quisesse, minha mãe teria que assinar minha autorização pra fazer Eted, porque eu era menor de idade e não tinha dinheiro. Estava me preparando pra fazer vestibular de psicologia, mas continuei orando. Minha mãe falou que eu nunca iria, mas um dia, a irmã que me discipulou me disse que teve um sonho e que Deus falou pra ela pagar minha Eted. Agora só faltava minha mãe.

Em dezembro, durante um jejum, pedi pra Deus me mostrar o momento certo pra perguntar à minha mãe. Eu estava descendo a escada e minha mãe vinha subindo. Deus falou pra eu falar pra ela naquele momento, então, eu pedi pra ela assinar os papéis e ela disse que sim. Eu não podia me conter, nem acreditava: ela assinou. Liguei pra Jocum e confirmei que estaria lá em Janeiro. 15 minutos depois, minha mãe começou a chorar e dizer que não sabia porque ela tinha assinado, mas que havia sido um milagre.

Onde foi a Eted?

Nunca fiz vestibular no Brasil, mais fui pra Guatemala (país da América Central). Estudei lá e nos Estados Unidos. Deus sempre foi fiel em tudo, nos meus estudos, pois era muito importante pra minha mãe o diploma. Então, Deus a honrou com os meus diplomas: Saúde Pública, que funciona como paramédico, na Escola das Nações, Guatemala. Nutrição e Oftalmologia nos Estados Unidos.

Depois que voltei para o Brasil, depois do curso na Guatemala, fui com o navio da Jocum, o Bom Samaritano, para a África. Depois fui para os Estados Unidos, e ai fiz a faculdade de Nutrição, e o curso de auxiliar de oftalmologia.

E agora, tudo o que você aprendeu está sendo muito bem utilizado nas missões, junto com seu marido Joe, nos rios da Amazônia. Como tem sido essa vida?

Joe era pastor na Flórida. Estamos casados há 18 anos. Nos conhecemos no navio da Jocum, o Bom Samaritano. Trabalhamos juntos em evangelismo. Eu era tradutora médica, mas quando precisavam em outras áreas, eu ajudava. Então, eu  sempre traduzia pra ele. Trabalhamos na Flórida, como pastor de missões e pastor auxiliar por 15 anos. Depois de uma conferência que o Joe participou como um dos preletores, Deus confirmou pra nós irmos para o Pará trabalhar com os ribeirinhos e em treinamento, viemos pra cá em 2008 e desde então, estamos trabalhando com assistência médica e dentária, usando para o evangelismo dos ribeirinhos. Ter a formação em Saúde Pública (Desenvolvimento Comunitário) ajuda muito na preparação dos projetos e a como entrar nas comunidades, respeitando sua própria cultura e sem a pretensão de que sabemos tudo e eles nada.

Obrigada!!

Mais informações sobre o Amazon Reach em www.amazonreach.com

 

 

Eu me cheguei a Ele. Wenner Cavalcanti

Publicado: 4 , dezembro , 2011 , domingo em Minha história

A história desta semana é do futuro estudante de medicina, Wenner Cavalcanti, 21 anos. Ele fez Direito até o 2º semestre…usou maconha..tentou parar de usar… não conseguiu. Tomou um susto com um quase assalto. Viajou para o Maranhão. Lá, ele teve a oportunidade de mudar o rumo de sua vida, voltou para Belém, e desde então, não olha mais para trás.

Você largou o Direto, e agora faz cursinho para tentar medicina. Como foi isso?­­

Sempre quis Medicina, mas nunca estudei pra isso, e no meu convênio, como sabia que não iria passar, tentei Direito. Passei, e resolvi cursar. Larguei o curso, porque não gostei e também porque resolvi tentar medicina de novo, mas o maior motivo foi porque na faculdade me envolvi com drogas. Aí, fui pra um encontro com Deus no Maranhão, porque estava querendo sair disso e não conseguia. Lá, eu encontrei Jesus, e minha vida mudou. Larguei drogas, larguei tudo, porque queria viver um vida de cristão e sabia que na faculdade não ia dar certo.

Em que época você se envolveu com as drogas? como começou?­­

Me envolvi na faculdade, quando cursei Direito. Comecei por curiosidade, em festas. Sentia um vazio e estava meio chutando o balde.

Como foi esse período?

O uso das drogas estava descontrolado. Acho que fumava uns dois a três cigarros de maconha por dia, mas não precisei de clínica. Minha clínica foi jesus

Como vc se chegou a Ele?­­

Minha vida estava resumida a drogas e festas. Não estudava. Mal ia pra aula. Quando ia, não entrava em sala. Foi, digamos que, 1 ano perdido. Meus pais não moravam aqui, mas no Maranhão. Meus pais eram evangélicos, mas não sabiam de nada. A única coisa que faziam era orar por mim. Então, resolvi parar de usar e tentei durante dois meses ou três, mas não consegui, e uma vez, minha mãe me ligou e disse que em uma vigília, um profeta revelou que Satanás ia tentar tirar minha vida, mas não iria conseguir por causa das orações do meu pai. Não acreditei, mas depois de umas 2 a 3 semanas, fui levar o primo da Katarine (namorada) na rodoviária. Estávamos eu, ela e o primo no carro.

Fui por uma rua que alaga quando chove e nesse dia estava chovendo muito. Já era 11h da noite, quando dobrei nessa rua e senti algo falando comigo pra eu não ir nessa rua, mas continuei mesmo assim, afinal era muito teimoso. Estava alagada a rua, mas resolvi seguir em frente assim mesmo. Fui devagar, porque assim o carro podia passar, e quando vi a Katarine gritando, olhei pro lado e vi um cara saindo do canal com uma arma pra frente do carro.Então, resolvi reduzir a marcha pra arrancar com o carro, mas aí, o carro apagou. Depois vim saber que quando passamos a marcha o carra pucha ar pra dar combustão no motor. Uma coisa assim, aeoieaioaeae, e como não tinha ar, tinha água, o carro puxou água e o carro desligou.

No momento que o carro desligou, o cara foi pra frente do carro e quando ele ficou na frente, o carro ligou sozinho e arrancou. O cara se jogou pro lado e caiu na água. Conseguimso escapar dele. Glória a Deus.

E depois desse episódio?­­

Demorou um pouco, depois desse episódio, e eu fui para o Maranhão. Acabei indo pra um encontro com Deus e lá conheci Jesus. Voltei para Belém, e já em março, conheci a Igreja Batista Sião pelo Mau Mau (Maurício). Ele era meu vizinho. Conheço-o do mundo. Tomei um susto quando fiquei sabendo que ele tinha virado cristão, e ele idem comigo. eoioaeioea. Uma semana antes do Acampamento da igreja, ele me convidou pra ir, fui, gostei, e depois fiquei na Sião, porque eu e a Katarine já estávamos procurando uma igreja, e colocamos isso diante de Deus.­

Como está sua vida hoje? que mudanças, avanços você tem percebido?

Estava passando por umas provas e por umas batalhas, mas creio que já tive vitória. Minha vida mudou muito pra melhor. Larguei drogas, bebidas, festa, e hoje já sou mais calmo. Tenho um relacionamento melhor com as pessoas. Acho que tudo que passei foi planejado por Deus. Acho que passei por isso pra servir como um grande testemunho.

Cristo significa tudo pra mim, afinal, Ele me tirou da lama. Jesus é o único que pode resolver os problemas. Só Ele liberta, cura e salva.

Editado por Luciana Almeida

Crise de identidade – Wellington Sousa

Publicado: 27 , novembro , 2011 , domingo em Minha história

Wellington Sousa, 25 anos, professor de Economia, quando criança era levado pela irmã à igreja. Ali, ouviu falar sobre Cristo pela primeira vez. Teve uma adolescência turbulenta, crise de identidade… mas foi nesse período que teve sua vida modificada.

Há quanto tempo você é cristão?­­

Apesar de frequentar a igreja desde criança, vim conhecer Jesus mesmo há uns 10 anos aproximadamente.

Como foi conhecer a Jesus?­­

Como já ia na igreja, eu o conhecia. Mas chegou um tempo em que entendo que ele me atraiu. Comecei a ser tocado por Ele nos cultos e passei a entrar no meu quarto e passava tempo louvando no meu teclado, e a presença de Deus vinha de forma especial. Passei a ter fome da Palavra e de compartilhar aquilo com as pessoas. Realmente, eu não queria mais o pecado na minha vida.

Conhecer Jesus marcou para sempre a minha vida! Não imagino minha vida sem Jesus! Na verdade, ela perde todo o sentido!

Nesse tempo que você é cristão, quais foram suas maiores lutas?­­

A minha adolescência foi marcada por vícios na área sexual, tais como pornografia, masturbação. Cheguei a me envolver com outros garotos. Minha mente se tornou suja e minha identidade ficou fragilizada. A minha maior luta foi entender quem eu sou em Cristo e com isso, me posicionar, me reeducar, crer e substituir as mentiras do diabo pelas verdades de Deus. Tem sido uma aventura e tanto ao lado do Meu Pai. Conhecer as verdades Dele pra mim e vivê-las! Pecado nunca mais!

Conhecer a Ele, Ser tranformado pelo Seu Amor e Sua Presença, Viver Suas verdades, foi e tem sido a maior aventura da minha vida!

Como se libertar disso tudo?­­

Infelizmente, é um um problema mais comum do que pensamos. Só existe um caminho: Relacionamento com Deus!

Você era um filho bonzinho? obediente? ou respondão, mentiroso?­­

Obediente sim. Um bom filho, mas confesso que quando eu era criança mentia muito. Eu sou filho adotivo.

O fato de você ser filho adotivo interferiu em alguma coisa na sua vida?­­

Isso é uma longa história… acho que dava uma outra entrevista… mas basicamente, fui criado pela minha avó (mãe adotiva) e minha tia. O meu relacionamento com meu pai biológico era de irmão e distante. Meu avô (meu pai adotivo) morava em outro estado. Cresci basicamente sem referências masculinas em casa, e ao lado de mulheres fortes. Isso trouxe complicações para o desenvolvimento da minha identidade. Na Minha caminhada com Deus, Ele tem restituído e redimido a minha história. Hoje, Deus tem restaurado o meu relacionamento com meu pai biológico. Tem sido uma experiência benção demais!

Atualmente, você tem se dedicado às missões. Como tem sido essa experiência?­

Bem, tenho servido na minha igreja local trabalhando com jovens e também fiz algumas viagens com equipes de Jocum. Tem sido um tempo de amadurecimento, e compartilhar do Amor de Deus! Estou me preparando para servir a Deus em tempo integral.­

Editado por Luciana Almeida