Um João modificado/edificado

Publicado: 6 , novembro , 2011 , domingo em Minha história

Técnico em edificações, João Von Paumgartten, 21 anos, sempre teve alguém por perto para falar de Cristo para ele. Entretanto, somente o desafio de alguns problemas familiares e amorosos o levou aos braços de quem realmente poderia ajudá-lo: Jesus.

A.C e D.C (Antes de Cristo/ Depois de Cristo)

Qual foi sua primeira experiência com Cristo? Quando e como?

Minha primeira experiência com Cristo foi em 2006. Eu estava com 15 anos, e aconteceu após as férias de julho, depois de eu ter me envolvido com várias meninas nesse período. Eu fui convidado para assistir uma peça do Jeové Nissi, cujo o nome era “Jardim do inimigo”, lá na Unijovem. Lá, Deus falou muito comigo e eu entreguei minha vida pra Cristo.

O momento bem específico da peça que me tocou foi quando o “acusador”, feito pelo ator Caique falou: “vocês que gostam de ficar, tenho uma coisa pra falar pra vocês: ‘quando Jesus voltar vocês também vão ficar”. Na hora fiquei com muito medo disso acontecer e me arrependi da vida que eu estava levando. Pois já frequentava a Sião desde os 12 anos, por que parte da minha família é evangélica, mas nunca realmente tinha entendido o que era entregar a vida pra Cristo. Fiz isso meio com medo de ir para o inferno por causa dos meus pecados.

Você ia à Sião convidado por alguém?

Nessa fase dos 12 aos 15 anos foi o período mais tenso da minha vida, pois meus pais se separaram; eu comecei a andar de skate, a andar com uma galera barra pesada, que usava drogas, e uns ate roubavam, mas nunca fiz isso por que tinha medo das conseqüências. Nesse mesmo período, como meus pais estavam separados, eu fui morar na casa dos meus tios Renato e Helena, e lá meus primos Bernardo e Rayssa já freqüentavam a Sião. Então, no início, comecei a ir por obrigação de estar morando lá!

E quando você realmente perdeu esse sentimento de “ir à igreja por obrigação”? Logo depois da peça?

Sim, sim… Foi a partir daí que eu conheci a galera que ajudou a me firmar, como o “Rafinha” (ovelha), o “Maça”, o “Felipolesco”, o Fellipe Francisco, o Nilsinho e meu próprio primo que já tinha se convertido e me ajudou muito a crescer com Cristo. Eu o Berna brincamos ao dizer que eu fui a primeira cobaia dele. Ele me discipulou e ao mesmo tempo crescemos juntos, eu o considero meu irmão.

FAMÍLIA

Ano passado você passou por uma provação. Desculpa se você não quiser falar sobre esse assunto. Você perdeu seu pai ano passado não foi?

Sim. Posso falar sem problema.

Você poderia falar então como é enfrentar essa situação com Cristo e como seria , do seu ponto de vista, se você não estivesse no caminho do Senhor?

Quando meus pais se separaram, o papai estava bem, mas com o tempo ele começou a ficar com depressão e a única forma que ele encontrou para esquecer os problemas foi o álcool. Meu pai nunca realmente exerceu uma função de pai na minha vida, somente de vez em quando que eu saía com ele. Então, eu me acostumei “não ter pai”. Só que sentia muita falta dele, eu o amava.

Depois que me converti, entendi que precisava pregar para ele. Todas as oportunidade que tinha, falei de Jesus pra ele. Quando o papai faleceu, as únicas coisas que verdadeiramente me consolaram foram as memórias que vinham de eu pregando pra ele. Era como se Deus falasse pra mim: “filho, você fez a sua parte”.

Eu tenho muita fé de que realmente o papai aceitou a Cristo. Nunca pude ver frutos na vida dele, mas sei que era complicado por causa da doença dele. Dias antes do papai falecer, a minha irmã teve umas visões, quando estávamos no Zion Camp, e isso ajudou a nos consolar. Era como se Deus falasse pra gente que Ele tava cuidando do papai! Eu também agradeço muito a Deus por ter colocado meu tio Renato como referencia de homem e pai na minha vida, pois aprendi muitas coisas com ele e hoje o considero como meu pai.

CORAÇÃO

Tem mais uma coisa que eu considero que foi muito importante na minha conversão… Aconteceu em 2009…

O que foi?

Lá eu vejo que foi a época que realmente aquele versiculo que “aquele que comecou a boa obra há de terminar” se cumpriu. Eu estava namorando há 8meses. Só que era um namoro que realmente desagradava a Deus, mesmo sendo com uma menina evangélica. Eu realmente gostava dela mas como era meu primeiro namoro nao tinha conhecimento. Foi um período muuuuito dificil pra mim abrir mao do namorar pra agradar a Deus e foi o tempo que mais cresci com Deus.

Estou solteiro até hoje, terminei o namora no final de 2008, mas no início de 2009, Deus começou a fazer coisas que realmente não tenho como descrever… Foi um período de crescimento espiritual e amadurecimento como homem.

Acho importante esse assunto, por que têm muitos jovens e adolescentes que se convertem e já começam namorar, pois foi assim que aconteceu comigo e foi um erro… Acredito que primeiramente precisamos crescer com Cristo!

Mas você acha que os adolescentes não sabem ou não conseguem dividir Deus de um relacionamento entre homem e mulher?

Acredito profundamente que nenhum adolescente deve pensar em namorar nesse período da vida deles. A adolescência é o período de nos dedicarmos a obra de Deus e ao crescimento espiritual. Antes de começar a namorar, nós devemos ter segurança espiritual, emocional e financeira. E na adolescência não se tem isso. Até na juventude é difícil, imagina na adolescência.

Obrigada João. Boa semana.

Editado por Paula Catarina


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comentários
  1. João von Paumgartten disse:

    Continuo sendo um pecador separado de Deus mas agora achado pela Graça dEle que faz me sentir amado mesmo ainda errando!

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