A bala que trouxe mudança de vida: Gérson Reis

Publicado: 2 , outubro , 2011 , domingo em Minha história


No “Minha História” de hoje, vamos conhecer o biólogo Gérson Reis, 34 anos, servidor público e futuro missionário em tempo integral. Ele nos contou como conheceu a Deus verdadeiramente, e como uma bala, que poderia ter tirado sua vida, trouxe uma nova inspiração para sua existência.

Gérson, você tem um chamado missionário, não é mesmo?

Sim. Um chamado que arde a muitos anos no meu coração desde quando eu reconheci a Cristo como meu único e suficiente Salvador. Sou convertido há mais ou menos 15 anos – quando tive minha experiência de salvação. Eu tive contato com uns amigos que queriam me levar a um retiro em um lugar chamado Palavra da Vida, o chamado Retiro Vocacional. Nesse retiro conheci a obra de Deus para todas as nações; lá fui desafiado por Deus a entregar toda a minha vida para obra do Senhor, para o ministério de missões. ­Voltei do retiro impactado pela necessidade do campo de missões. ­

Como missionário, em que área você acredita que pode atuar?­ Nas ruas, com ribeirinhos, fora do Brasil?

Não é que Deus precise de mim, mas “a obra é realizada com as mãos dos que doam, joelhos dos que oram e pés dos que vão!”­ Não penso em uma área específica na qual eu possa atuar… Digo que estou a disposição da obra aonde quer que o Senhor queira me enviar. Mas assim como acontece, creio que com a maioria dos que dispõe sua vida para o ministério integral de missões, tem sua “visão” ou “nação” que almeja. No meu caso, ­tinha em meu coração a China, que de princípio a maioria dos missionários se tocam para essa nação, mas o que me deixa com o coração palpitante seria ser missionário para os povos judeus (Israel).

Eita Gérson… você já foi criticado por causa disso?

Meu chamado no início foi amplamente criticado, pois de inicio eu estava respirando missões. Era o momento da minha vida onde o Senhor me chamava para viver uma vida para Ele, não que eu tivesse um chamado especial em relação a outras pessoas, mas havia uma ordem a ser obedecida. Naquele momento entrei em conflito com os meus anseios e desejos de me tornar alguém, ter um nível superior, tudo aquilo que um jovem almeja daí comecei a me sentir pressionado, não por Deus, mas pelas pessoas que não entendiam isso para a minha vida. ­ Comecei a me sentir desmotivado, então procurei pessoas para me orientarem. Lembro-me que na época falei com Gary Parker, que é missionário do PV e reitor, creio eu; fiquei feliz com a conversa que tivemos e ele me mostrou que não devemos nos preocupar, porque no tempo de Deus seriamos aquilo que o Senhor propôs para nossas vidas.­

E sobre sua decisão por viver uma vida com Cristo, como aconteceu?­

Eu era um cara cheio de amigos na época do ensino médio na escola, tinha boas notas.. Era um aluno exemplar. Tive uma namorada que me isolava e que me jogava contra todos; ­resumindo este testemunho, namorei dois anos com essa menina, em um termina e volta sem fim, até o dia em que me encontrei sem amigos, tirando péssimas notas no colégio e vendo que as coisas não andavam bem… Mesmo assim conclui o ensino médio, contudo, sem os meus amigos de longas datas. Foi um período conturbado também na minha família, por volta da época na qual minha mãe viria a se converter. Tempos depois, já formado e sem amigos, comecei a viver minha crise de solidão: não tinha amigos nem namorada. Minha mãe já era evangélica e vivia me convidando para ir à Igreja. ­

O que aconteceu em seguida?

Eu que sempre fui muito ligado a minha mãe, costumava acompanhá-la na Igreja a qual ela freqüentava.. Uma tal de “Batista Sião” – risos -, e num culto de domingo de dia das mães, eu aceitei a Cristo, ao lado do meu maior presente dado por Deus: a minha mãe. Logo após minha conversão pensei em frequentar outras igrejas no ímpeto de achar as amizades que eu tanto desejava.. Mas Deus resolveu abençoar-me ali mesmo, na Sião, com pessoas que até hoje são extremamente especiais para mim; uma delas é o Patrik Ribeiro, meu irmão e amigo até hoje.­

E tem outra história bem interessante de sua vida…­ Você foi baleado, e sobreviveu… certo?

Por incrível que pareça isso aconteceu num dia das mães!­ Estávamos, minha família e eu, reunidos comemorando o dia das mães na casa de um de meus tios, irmão da mamãe, comendo uma churrascada, quando resolvi voltar pra casa para terminar meu tcc, haja vista que estava próximo da conclusão do meu curso. Eu estava indo rumo à parada de ônibus, quando percebi a aproximação de um casal, montados em uma bicicleta. O rapaz nem chegou a me abordar, mas, percebendo que seria assaltado, eu corri; foi quando o cara sacou um revolver e deu dois tiros na minha direção, um ele errou e o outro ele errou também, senão, não estaria contando esse testemunho aqui (risos). Contudo, a bala no segundo tiro pegou em mim.­­

Certeiro…­

É. Corri de volta para casa dos meus tios e cheguei dizendo que tinha levado um tiro. Ninguém acreditou a princípio – uma vez que sempre fui muito brincalhão -, ­mas quando viram a minha blusa ensanguentada, minha mãe empalideceu e minha vó quase vai pra glória (ela é cristã também). Resumindo, aconteceram fatos interessantes nesse episódio: se o revolver não tivesse sido um calibre 38 seria um ferimento mais grave, eu poderia ter morrido ali mesmo; mas pelo fato de a arma ser desse calibre, apenas atravessou meu corpo sem atingir nenhum órgão; ­a outra é que olhei para trás no momento em que corri, isso fez com que trajetória da bala passasse pelo meu lado, na verdade, creio que esse foi o momento em que o Senhor permitiu que eu fizesse isso, porque se eu não tivesse olhado para trás a bala teria pego na minha coluna vertebral.

Milagre mesmo!

De todo meu testemunho, essa é a parte do milagre de Deus na minha vida. Deus não me poupou de levar um tiro, mas me livrou de hoje estar em uma cadeira de rodas. Glória ao Senhor por este livramento em minha vida!­

Agora, você é um abençoador, que em breve, estará em tempo integral com missões evangelísticas…

Penso em trabalhar aonde o Senhor quiser que eu trabalhe. Gosto muito do ministério com ribeirinhos, indígenas, e não tenho nada contra ter que trabalhar fora do país para fazer a obra, mas meu lema é: Irei aonde quer que o Senhor me enviar, pois o mais importante é fazer a obra d’Ele! ­Hoje estou mais próximo de atuar em acampamentos, que é um dos ministérios que mais gosto, tanto na Sião como no PV! ­Ah, e ano que vem, irei fazer o Projeto Marcos 2012, na Palavra da Vida. Hoje sou líder do ministério de louvor da Sião, só pra constar (risos).

­Isso mesmo Gérson! Obrigada pela entrevista.

Risos. Me avisa quando sair!

Editado por Luciana Almeida

Revisado por Nayara Aragão

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