Carência e cobiça, que diferença há?

Publicado: 25 , maio , 2011 , quarta-feira em Por eles...

Quem está satisfeito, despreza o mel, mas para quem tem fome, até o amargo é doce.
Provérbios 27.7

Um grande desafio de nossa humanidade é a carência. Tiago escreveu que somos tentados cada um conforme nossa cobiça. Toda cobiça é a expressão da carência. Já a carência é resultado dos traumas e déficits de nossa experiência.

Uma maneira equivocada de se lidar com as carências é legitimando-as. Uma carência não deve ser satisfeita se justificada somente por sua presença, ou seja, nem tudo o que quero fazer deve ser feito. Há princípios éticos envolvidos em todas as realidades que nos forçam elaborar contratos sociais sem os quais nenhuma convivência é possível. Além disso, a satisfação indiscriminada de nossas carências gera adoecimentos emocionais e escravidão, porque ser livre não é poder fazer tudo o que se quer, mas antes de qualquer coisa é poder dizer não ao que se deseja, mas não deve se realizar.

O melhor é satisfazermos a alma, que é exatamente onde se aloja a carência. Antes de se tornar uma pulsão física, nosso vazio habita a alma.

Somos uma alma que tem um corpo. Nosso corpo apenas expressa o que somos na alma. No final das contas, precisamos de afeto, proteção e sentido. Estes são os alimentos da alma e quem está bem alimentado, pode escolher o que deve ou não comer, mas quem tem fome, come qualquer coisa.

©2011 Alexandre Robles

Texto extraído de: http://www.alexandrerobles.com.br/alimento-da-alma/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s