O que Deus fez na minha vida / Fernando Angelim

Publicado: 1 , maio , 2011 , domingo em Seja bem-vindo!

Entrevista na íntegra

Fernando Angelim faz parte de um ministério muito conhecido no meio evangélico de Belém, o “Belemcrentes”. Ele conheceu Jesus depois de experimentar muitos prazeres, mas todos passageiros. Há três anos que ele vive um prazer que não passa. Há três anos que ele vive o prazer de estar na presença de Deus. Fernando é bem humorado, não se pode negar, e leva muito a sério o trabalho que realiza. Coordena o Belemcrentes, ministério que criou há dois anos, com muito amor e dedicação, mas nem sempre foi assim. Antes, a dedicação estava voltada apenas para ele mesmo, hoje é altruísta. Só agora Angelim desfruta da verdadeira Alegria, aquela que vem do Senhor e que se pode compartilhar!

Como era sua vida antes de conhecer o amor de Deus?
Sempre morei com minha mãe e tinha toda liberdade para fazer aquilo que quisesse. Para mim, não existiam muitos limites, e o que eu conhecia sobre Deus era extremamente superficial. Sabia rezar o Pai Nosso, que aprendi ainda quando pequeno com meu pai. Cresci e me habituei a colocar Deus contra a parede. Dizia “se tu existes mesmo, quero que aconteça isso ou aquilo”. Comecei a ficar popular. Eu fumava e bebia, e como bebia! Usava drogas também. Ficava com muitas mulheres. Para alguns, a minha vida era bem “divertida”, mas quando eu chegava em casa, sentia um grande vazio dentro de mim. Fazia tudo o que haviam me ensinado para ser o tal, o cara, mas não adiantava, nada disso me preenchia, sentia falta de algo. A minha ideia de diversão era sempre “estar na onda”, e aí que comecei a refletir sobre a minha vida. Me perguntava se era isso mesmo que eu tinha que viver, se morresse e tivesse algo depois da morte, qualquer coisa era lucro, queria algo eterno e não achava, até que um dia resolvi conversar com meu pai, pois estava me sentindo muito mal. Ele já era cristão e sempre me chamava para as atividades da igreja, mas eu não gostava muito. Meu pai começou a falar de Deus para mim, e eu rebatia todas as palavras dele. Não queria acreditar em nada, maqss tudo o que ele me dizia gritava na minha mente. Foi quando eu percebi que ele depositava sua esperança em coisas eternas, enquanto eu estava em um buraco, que era minha própria cova.

E como foi encarar que Deus podia preencher o vazio que você sentia?
Meu pai me levou a uma célula (reunião de comunhão e estudo da Bíblia) de adultos, só que eu não fui com o coração disposto, ficava acusando, criticando, questionando, mas mesmo assim meu pai nunca desistiu de mim. Trabalhávamos juntos, e às quintas-feiras, ao invés de irmos ao trabalho, resolvemos ficar em casa para fazer um estudo bíblico. Comecei a aprender, conhecer Jesus até que um dia ele me perguntou se eu queria aceitar Jesus como meu único e suficiente salvador. Eu disse sim, aceitei. Achei que não teria nada a perder. Depois disso muitas coisas começaram a acontecer. Fui para um encontro de fé da igreja (uma espécie de retiro) e lá uma chama começou a acender dentro de mim. Lembro que contei isso ao Pr. Jedilson, que estava lá, e ele me disse que temos que jogar lenha nessa chama para que ela se mantenha sempre acesa. Ele tinha razão.

E a chama ficou acesa? O que mudou, Angelim, na sua vida depois do encontro?
Quando sai do encontro, percebi que os atos que eu fazia não me eram boas, precisava mudar para manter a chama acesa. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam, nem todas convêm e eu não vou me deixar dominar por nenhuma delas”, está escrito no capítulo 6 da primeira carta de Paulo aos Coríntios. Comecei a frequentar uma célula e sempre me sentia bem e amado lá. As pessoas me ligavam e cuidavam de mim. Continuei indo à célula, mas voltei para o meu grupo de amigos de antes e disse que iria sair com eles, mas sem bebida ou drogas. Eles logo zombaram de mim e disseram que eu não iria conseguir. Verdade. Eu não consegui. Na primeira festa tomei um energético para enganar o vício, na outra pensei em “um copinho só”. Na terceira: “acho que irei ficar bêbado só desta vez”. E tudo isso fiz depois de me batizar na igreja, atitude que eu tomei sem compromisso.

Então não houve uma mudança real? Quando foi que sentistes que tava na hora de mudar de verdade?

Na verdade, eu fiquei pior que antes. Usava drogas, fazia sexo sem compromisso, me metia em brigas na rua. Cheguei a quase me jogar da sacada do apartamento de uns amigos, bêbado. Quando me viram, disseram: “Tás louco, Angelim?! Irias cair daí e iram pensar que a gente te matou. Olha o problema!” Nem se importaram que eu iria morrer (risos), percebe? Em uma das brigas em que me meti, eu pedi perdão para o cara com quem briguei e ele aceitou. Mas todos os amigos dele, já bêbados, o influenciaram e o instigaram a partir para cima de mim. Me lembro que, após tacar uma garrafa na cabeça dele, eu comecei a correr. Eles me perseguiam me ameaçando de morte. Foi quando comecei a orar para que eles não me pegassem, pois não aguentava mais correr. Dobrei a esquina e eles não me acharam, Deus me livrou naquela hora, eu sei que foi Deus ali comigo naquela hora. Comecei a ir às festas e sentir um grande medo de confusão. Sentia pânico de estar lá. Percebi que essa foi a forma que Deus usou para tirar esse desejo da minha vida. Às vezes é pelo amor que chegamos a Deus, outras vezes é pela dor.

Foi aí que a ficha caiu e você conheceu o amor de Deus, né? Mesmo que da maneira mais difícil…
Lembro que comecei a orar pedindo a Deus que Ele me bastasse, que Ele me fosse suficiente, que eu não precisasse de mais nada pra estar bem, apenas dEle. Meu pai nunca desistiu de mim. Ele pagou a inscrição de um acampamento da igreja para mim e para um amigo meu. Eu nem queria muito ir, mas como ele já havia pagado e eu estava fazendo muita besteira, resolvi dar uma forra pra ele e fui. Além da parte divertida e descontraída de jogar bola, vôlei, competir em gincanas e estar com vários jovens, o acampamento também tinha os momentos de orações e cultos. Em um desses momentos, eu me senti acolhido de fato. Deus falou comigo de uma forma tremenda. Senti como se Deus falasse pra mim “Angelim, aqui tu estás seguro, debaixo das minhas asas, aqui não precisas ter medo, volta pra casa, e eu cuidarei de ti”. Não podia mais duvidar de nada, era real, eu pude sentir Deus. Naquele momento eu nasci de novo! Voltei de lá e já não era mais a mesma pessoa, as coisas velhas ficaram para trás e tudo se fez novo. Não tive dificuldade para largar as coisas velhas, as drogas, as bebida e tudo que me fazia mal. Eu tinha, e tenho, um tesouro muito maior que tudo isso: algo eterno. Foi incrível! Comecei a buscar, a ler a Bíblia e sei, hoje, quem eu sou e para onde vou. Coisas fantásticas começaram a acontecer na minha vida.

Por Gabriela Azevedo

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