Vitor Michel

Publicado: 13 , março , 2011 , domingo em Seja bem-vindo!

No Seja Bem-Vindo desta semana, vamos conhecer a história de conversão do pastor Vitor Michel, casado com Soraia Michel, com quem tem cinco filhas. Esse gaúcho abençoador foi nosso preletor do ZionCamp 2011 –  Inconformados.

Aos 21 anos, o senhor se converteu, e foi num acampamento de carnaval como este em que o senhor é preletor… Como era sua vida antes de conhecer a Cristo?

Eu nasci numa família religiosa, mas não crente. Por ser de origem alemã, nossa família tinha vínculos com a igreja luterana. Então, eu fui batizado quando bebê, e aos 13 anos de idade, tive uma confirmação de fé, mas verdadeiramente, depois disso, eu larguei a igreja, eu não freqüentei mais. Minha juventude foi de muito estudo, eu concluí o ensino médio. Formei como técnico em química e logo comecei a trabalhar, e fazia minha faculdade de engenharia à noite.  A minha vida era consumida em trabalho e estudo.  Estamos falando da década de 70, dos anos dourados.  Final de semana ia para festas, clubes.

Agora, a verdade é que àquela altura da vida, eu tinha um bom salário, meu carro, mas eu tinha também dentro de mim um grande vazio. E teve um dia em que um colega de faculdade disse que queria orar por mim, quando eu dei carona pra ele, e o deixei em frente a casa dele.  Aquilo mexeu comigo, porque me remeteu à minha infância. Aquele contato foi crucial, e a partir dali, eu comecei a freqüentar o grupo de jovens, e consequentemente fui me afastando das amizades do mundo.

Como foi sua mudança?

A conversão foi um processo, algo que foi amadurecendo na minha vida. Eu ganhei uma Bíblia de presente, e fui começando a ler a Bíblia, e a Palavra de Deus falou comigo de tal maneira que o primeiro retiro que participei foi num carnaval em 1974. A mocidade da igreja estava em um retiro, e eu participando pela primeira vez, tive um grande anseio de entregar a minha vida para Jesus. Eu fiz isso sozinho. Não foi no culto, não houve apelo, mas sozinho, eu estava sentado no meio de um gramado, olhando as estrelas, o universo, e ali, naquele momento, eu convidei Deus para entrar na minha vida, através da pessoa do Senhor Jesus. Isso deu uma guinada na minha vida. Foi de fato, uma conversão. Aquela noite foi crucial na minha vida. Eu confesso que naquele momento, eu não entendia todo o plano de salvação, as implicações da minha decisão, mas foi uma decisão muito clara e consciente, envolveu a emoção, mas acima de tudo, a minha vontade. Hoje, sei que foi Ele que me aceitou. Eu não tinha como fugir daquilo.

Como o senhor avalia sua vida, hoje, com Jesus?

Naquela noite, eu dormi, e quando acordei no outro dia de manhã, eu estava numa pequena barraca, e eu abri minha Bíblia. Deus me deu, naquele dia, o Salmos 37 versículos 4 e 5 que diz “Agrada-te do Senhor, e Ele  satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará”. Eu tenho uma clareza muito grande de que junto com a minha conversão, veio também o meu chamado para o Ministério. Isso brotou no meu coração, o desejo de pregar a Palavra, de estudar a Bíblia, até pelo contexto religioso em que eu vivia. Muitos pastores sequer crentes eram, e falavam qualquer coisa, então, eu sentia um desejo muito grande de pregar. Isso condicionou, de certa forma, meu pensamento dali pra frente. Saiíde um contexto em que era materialista, orgulhoso, muito avarento, atrás de coisas materiais, mais vazio por dentro, e me tornei um indivíduo que foi deixando as coisas materiais de lado pra se concentrar naquilo que compreendia que era minha vocação ou que passou a ser. O ingresso na minha vida pastoral foi participando da fundação de uma igreja. Eu participei de um seminário prático, fui aprendendo com erros dos outros, vi uma comunidade cristã nascer. Isso foi uma experiência que trouxe muito aprendizado. Muitas das minhas concepções de igreja vieram desse inicio.  Os seminários, estudos, pós-graduações…tudo isso me ajudou a construir o que aprendi na prática.

Além de tudo isso, Deus lhe deu uma esposa maravilhosa, cinco filhas, netinhos…

Deus nos premiou com tudo isso. Quando entreguei minha vida a Cristo, já namorava a minha esposa, que hoje é minha esposa. Éramos namorados na época, e nos convertemos praticamente juntos, e em todo esse tempo, temos trabalhado juntos. Soraia minha esposa, por convicção e pela palavra, sempre foi esposa e mãe. Durante muitos anos, fui profissional, trabalhei em empresas, e Soraia estava em casa, cuidando das nossas filhas. E quando tínhamos nossa terceira filha, com seis anos, deixei meu trabalho, minha profissão, e fui para o seminário, Deus nos deu mais duas filhas, além das que tínhamos planejado, e durante esse tempo todo, a prioridade da Soraia foi a educação das filhas,  e é a companheira que eu precisava para o ministério.

Então, tudo o que lhe aconteceu até agora, valeu à pena…

Valeu à pena. Não dá pra voltar atrás não. Faria tudo outra vez.

Editado por Luciana Almeida

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