A árvore da tolerância

Publicado: 22 , fevereiro , 2011 , terça-feira em Matérias

De acordo com a Constituição, o Brasil é um país laico. Isso significa que, entre outras coisas, não existe religião oficial e assim, todo cidadão é livre para professar a fé que desejar (ou mesmo não professar fé alguma) sem a preocupação de ser discriminado, violentado, constrangido ou quaisquer outras manifestações de intolerância.

Tolerância com a fé do outro, com a postura do outro, com as palavras do outro. Tolerar não é aceitar. Somos todos livres para não concordar com qualquer posicionamento, mas o respeito é necessário. A intolerância não se dá apenas no campo religioso. Você pode ser intolerante com a sua família, com o irmão da sua igreja, com o professor, com o motorista no trânsito.

Mas o fato é que saber tolerar é ter paciência, é respeitar, é ser longânimo. Conhece algumas dessas palavrinhas? Na carta aos Galátas é revelado ao povo os frutos do espírito. “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Você consegue enxergar a tolerância nesse meio? Ser tolerante é uma conseqüência dos frutos. Ela mesma é um fruto cuja árvore é rodeada dos frutos do Espírito Santo de Deus.

A intolerância religiosa costuma causar grandes entraves e até guerras. Mas é tempo de revermos isso. A paz também é fruto. Para ser tolerante não é ficar calado para tudo, mas ser sábio na hora e no jeito de argumentar. A sabedoria que nos permite ser tolerante vem de Deus. Precisamos pedir o momento certo e as palavras certas, não para pisar em ovos, mas para agir de forma respeitosa.

Infelizmente, vivemos em um mundo de pessoas intolerantes. Hoje, há uma discussão sobre o uso de símbolos cristãos em espaços públicos. Recentemente, um centro espírita no Rio de Janeiro foi depredado. Alguns setores da imprensa “atacam” jogadores de futebol que declaram em campo sua fé em Jesus. Esses poucos exemplos configuram a intolerância vivida em nosso país.

Você já parou para pensar no testemunho que estamos dando quando agimos com intolerância? Pois devia. Amar o próximo como a si mesmo não é tão simples quanto parece.

Editado por Gabriela Azevedo

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