Longe de casa. Há mais de uma semana…

Publicado: 18 , janeiro , 2011 , terça-feira em Matérias

Quando o “Até logo”, vira “Adeus”, muita coisa pode mudar na vida de uma pessoa. O preço do sabão em pó torna-se tão importante, quanto o valor daquele passeio que ia-se fazer com os amigos no fim de semana. Aquela receita simples de feijão caseiro, encontra um lugar na nossa lista de prioridades a serem aprendidas, entre as disciplinas da faculdade e os nomes das ruas da nova cidade onde se está morando.

Essas são algumas das mudanças que Isabela Lomba viveu ao concluir o ensino médio aqui em Belém e teve de enfrentar quando foi prestar vestibular para medicina em São Paulo, ela nos conta que durante os quase dois anos longe de casa, as responsabilidades a fizeram amadurecer. “Me via totalmente dependente da minha mãe para fazer coisas simples como lavar minhas próprias roupas, apesar de morar com o meu pai em outra cidade, eu mesma é que tinha que arcar com certas tarefas domésticas, o que me ajudou muito a ter uma nova perspectiva da realidade”, confessa.

Já Shaianna Neves, que foi para o Paraná para fazer uma especialização, mudou de cidade três vezes e completará em março um ano longe de casa, é uma ‘Expert’ no assunto e diz que as mudanças exigem adaptação, mas não são um bicho de sete cabeças. “Apesar de ter morado em Minas, São Paulo e Belém, sempre com meus pais, esse novo passo para Curitiba não foi tão diferente assim, morando sozinha. Tive que passar pelo mesmo período de adaptação, que é natural, mas no fim a gente se acostuma com a nova realidade”, destaca a mineira que afirma também, que a mudança de clima deu um toque especial a essa nova fase. “Saí do calor dos paraenses para o frio dos curitibanos, quando trata-se de clima é bom, já quando nos referimos à pessoas, temos que aprender a lhe dar”, assume.

Para ela, a maior mudança entre a realidade em família e a longe de casa é que as tarefas domésticas passaram a obedecer ao seu próprio ritmo. “Quando morava com minhas irmãs as tarefas eram distribuídas entre nós e deveríamos cumpri-las de acordo com o surgimento de suas necessidades, morando sozinha posso estender o prazo para ir as compras ou adiantar a faxina quando eu mesma notar a necessidade disso”, explica.

Nilson Leal, o “Nilsinho”, passou para a formação da Marinha Mercante no Rio de Janeiro há seis meses, e nos conta que essa nova experiência em sua vida lhe ensinou a lhe dar com as diferenças. “Além de toda essa nova responsabilidade com as obrigações domésticas, estou em um espaço que divido com gente dos quatro cantos do país, isso exige de mim um jogo de cintura grande para poder conviver em harmonia com os outros estudantes”, relata.

Além desses três jovens terem se mudado para cidades longe de seus pais, eles têm outra coisa em comum que os auxiliou de maneira determinante nessa nova empreitada. Eles conhecem a Jesus!

Ser um jovem criando responsabilidades e indo morar fora aumenta os riscos de se afastar de Deus e perder ‘determinados’ valores que, sob os olhos dos amigos e familiares, seria mais difícil. É o preço da liberdade, como nos alerta Nilsinho. “Temos que ser diferença, sal na terra mesmo. Se fosse abrir brechas para cada um dos convites que recebo entre os estudantes com quem vivo, já estaria muito distante de Deus, cairia em pecado muitas vezes e não teria a felicidade de viver uma vida santa no caminho de Deus, mas tem que vigiar e lutar contra todas as tentações!”, adverte.

Isabela também revela que o tempo que passou morando fora foi fundamental para que vivesse um amadurecimento espiritual. “Pelo fato de não conhecer muita gente em São Paulo tive tempo para me dedicar a Deus e minha intimidade com Ele cresceu de maneira surpreendente”, conta Isabela que também fala dos riscos de uma liberdade sem Deus. “É importante pensar que mesmo não tendo ninguém me vigiando eu estava me dedicando a seguir um caminho reto, eu mesma criei minha forma de me aproximar mais de Deus e não aproveitar essa liberdade para jogar fora minha vida em comunhão com Ele.”, ensina.

Shaianna, que se mudou para Curitiba antes de começar a caminhar junto ao Senhor, destaca a diferença entre passar por uma experiência dessas com e sem Deus. “Quando mudei para o Paraná vim por minha vontade, preocupada em dar conta de todas essas mudanças sozinha. Hoje sei que estou aqui por um propósito que Deus colocou na minha vida, que ainda nem sei ao ser qual é, mas sei que Ele é responsável por eu estar aqui e cuida de cada passo que dou. O acaso já não faz mais parte do meu vocabulário”, finaliza.

Editado por Márcio Moreira

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comentários
  1. Ygor Pinheiro disse:

    Amei a matéria, viver longe de casa realmente deve ser um desafio. Mas o bom é estar sempre confiante no Senhor. Que Deus abençoe.

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