O filho

Publicado: 11 , novembro , 2010 , quinta-feira em Pa-Pum

Em diversas situações as pessoas são mais ou menos favorecidas por serem herdeiros de alguma autoridade. Trazemos nessa entrevista com Eli Judson Macedo, 25, filho de um dos pastores da Igreja Batista do Telégrafo, a discussão sobre como é ser tratado como “o filho do pastor”.

Eli, você sempre foi da Igreja Batista do Telégrafo? Há quanto tempo você está nessa igreja?

Eu nasci num lar cristão, sempre tive esse convívio de igreja. Eu freqüento a Igreja batista do telegrafo há 12 anos.

Qual igreja você freqüentava antes?

O meu pai era secretário geral do Campo Batista no Estado do Pará, ele andava o estado todo visitando as igrejas batistas. Quando eu era bem pequeno passei pela Igreja Batista de Canudos, pela Igreja Batista Memorial em Belém, antes de chegar á Igreja do Telégrafo, onde meu pai pastoreia atualmente.

Então você teve experiências diferentes em cada uma dessas igrejas, imagino. Quais as responsabilidades que você sentia em cada uma delas por ser filho de pastor? Você acha que possui responsabilidades diferentes em relação aos outros membros da igreja por causa desse fator?

Foram muitas experiências. Por muito tempo fui cobrado por ser filho de pastor. Eu era muito visado por membros da Igreja que tinham essa cultura de que a família do pastor tinha que fazer tudo na Igreja. Hoje, independente de ser filho de pastor, vejo que sou um servo de Deus como qualquer outra pessoa que se dispõe em fazer a obra de Deus. Hoje não sinto essa pressão, sou visto de uma forma diferente e mais humana pelas pessoas. Eu creio que minha responsabilidade é a mesma de cada um que se dispõe em fazer a obra de Deus.

Como você lidava com os comentários maldosos quando era adolescente?

Era bem difícil lidar com isso. Confesso que muitas vezes tinha vontade de revidar à altura. Era bem complicado, me irritava muito. Mas nunca fiz isso (risos), só ficava na vontade. Depois entendi que Deus estava trabalhando em minha vida coisas como domínio próprio.

E no mundo? Na escola, faculdade ou trabalho. Você já sofreu algum tipo de preconceito ou recebeu algum comentário desagradável por causa disso?

Já sofri muitos comentários maldosos. Que meu pai era um “rouba igreja”, que era um “manipulador”, coisas do tipo. Mas isso era mais freqüente no colégio. Hoje, pela postura que tomo de me posicionar como servo de Deus sou mais respeitado. Depois de certo tempo não mais ouvi mais nenhum tipo de comentário maldoso.

Quando você era menor, os seus pais falavam alguma coisa relacionada a esse tipo de experiência? Alertavam que as pessoas iam pegar no seu pé?

Meus pais me alertavam sim. Mas eu evitava falar muitas coisas do tipo para eles, achava que não iria acrescentar muita na vida deles. Meus pais não eram de fazer muitas cobranças. O que eles falavam era pra eu sempre me perguntar se o que eu estava fazendo estava agradando a Deus. E, era o que tentava fazer. Mas nunca me sentir pressionado pelos meus pais.

Hoje, você faz parte de algum ministério na sua igreja?

Sim, sou do ministério de louvor, toco bateria e sou líder de célula, na verdade sou supervisor.

E, pra você o que é ser um líder de ministério?

Ser líder de um ministério é deixar Deus ter liberdade para agir em sua vida. É ser um instrumento de Deus para fazer a missão dEle aqui na terra, tudo para honra e glória dele. Eu tomo muito meu pai como exemplo para minha vida. Vejo que ele é um homem usado por Deus a cada dia, pois vejo que ele baseia as decisões escutando a voz de Deus.

Você gostaria de acrescentar mais alguma?

O que eu tenho a acrescentar é que, eu entendo que ser filho de pastor é uma benção de Deus. Pois ele me deu um privilégio de ter nascido em uma família abençoada.

Obrigada pela entrevista querido!

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comentários
  1. Fernando disse:

    filho de pastor \o/

  2. Eli judosn disse:

    Queridos irmãos e amigos… eu agradeço o espaço que foi dado, é sempre bom falar das coisas boas da vida. Deus tem um propósito em tudo! Eu agradeço os comentários. Que Deus abençoe a vida de cada um… espero contribuir ainda mais e, que Deus abençoe ainda mais a Zion. Que ela seja um instrumento para honra e glória De Deus.

  3. Eliiiiiiiiii… maninhoooo queridoooo!!! Nossa… que surpresa MA-RA-VI-LHO-SA ver que você foi entrevistado do ‘pa-pum’ dessa semana!!! Mara mesmo!!!

    Bem, conheço o Eli há uns 07 anos!!! Somos amigos-irmãos desde a adolescência!!! O Eli tanto no colégio (quando estudávamos juntos), quanto com os amigos, nunca abriu mão de sua fé. Até hoje, pelo o que conversamos, tem o seu pai como exemplo de vida e cristandade! Nunca vi o Eli resmungar por ser filho de pastor, pelo contrário, ele sempre foi muito ativo no ministério do pai. Ele é temente a Deus e com sua própria vida busca honrar o Senhor!!! Pense em uma pessoa que inspira vc a buscar a Deus, que busca ser separado para o Senhor, que sabe aconselhar e te ajudar… este é o Eli… só quem o conhece e convive sabe!!! Hoje, vendo o crescimento da IBT, posso dizer com toda certeza… não só o pai dele, mas toda a família são altamente comprometidos com o Reino… e isso contagia todos… alcançou e ainda alcançará muitos!!!

    Mano, tenho você como exemplo de vida com Deus… que o Senhor preserve o seu coração assim e que Ele te abençoe pq vc merece! Vc é um super talento e Deus vai te levar longe… creia e verás!

    Um abraço meu irmãozinho do coração!!! Saudadezona de vc…

  4. Luciana Almeida disse:

    Verdade Samantha. Ele conseguiu superar as cobranças e é legal ver que ele tem o pai como exemplo, porque o bom exemplo do pastor deve começar em casa…se o filho enxerga o pai assim, é natural que a igreja toda o veja da mesma forma.

  5. Samantha Kunst disse:

    É sempre bom ver historias que nos façam enxergar as coisas de outra maneira,que virtude você conseguir lidar com sua posição de maneira tão simples,
    muitos tornam o “ser filho de pastor” um fardo ou uma pura falta de opção,mas que bom poder contar isso como uma maneira de somar no Reino e ser benção.
    A Paz querido!

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