Perdoar ou ser perdoado? Eis a questão

Publicado: 25 , setembro , 2010 , sábado em Matérias

Talvez existam pessoas no mundo que acreditem nunca ter magoado alguém, mas de uma forma ou de outra já foram magoadas, ou vice-versa.  No dia-a-dia, pessoas e mais pessoas passam pela vida das outras, deixam alegrias, esperanças e motivações e em alguns momentos, essas nem sempre são tão lembradas quanto alguém que já tenha frustrado suas expectativas. Seja em relacionamentos amorosos, com amizades ou na família.

Uma das partes mais difíceis em perdoar alguém é a dúvida shakeaspereana de ser ou não o primeiro a oferecer o perdão. O estudante de física, membro da Igreja Quadrangular, Reinaldo Souza, 21, já esteve nos dois lados da situação, e fala como é ser perdoado. “É sentir-se bem e com uma nova oportunidade, sabendo que você é capaz de melhorar”. O universitário acredita que mesmo quando é ele a pessoa que comete o ato falho, é sempre bom tomar a iniciativa.

Já o caso de Breno Cardoso, universitário de design, 22 anos é um pouco diferente, decepcionado com uma amizade, acredita que o perdão não é pra todos, e que “confiança a gente só tem uma vez”. Algumas pessoas com receio do que possa vir depois do perdão, ainda se valem da frase “Se Jesus te perdoou, quem sou eu pra te condenar”, como uma forma de fugir do ato de conceder a remissão.

Para Salim Santos, 22, estudante de Letras e membro da Igreja Católica, o perdão é uma “atitude de se anular ou minimizar as conseqüências e/ou um sentimento de ofensa”.  Segundo Santos, uma das formas de demonstrar que você perdoou alguém é buscando não penalizá-lo com atitudes ofensivas.

Seja por merecimento ou não, o perdão é uma das prerrogativas para se praticar o amor ao próximo. Por mais que seja difícil e até mesmo cansativo humanamente oferecer o perdão 490 vezes, como Jesus respondeu a Pedro quando perguntava sobre o perdão, a tentativa nunca será esquecida. “Assim direis a José: perdoa, rogo-te, a transgressão de teus irmãos, e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam”. (Gênesis 50:17).

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